COPASA É VENDIDA POR R$ 8,3 BILHÕES EM CERIMÔNIA NA BOLSA DE SÃO PAULO; GOVERNO DE MG MANTÉM PODER DE VETO
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Foi concluída nesta terça-feira (16), em cerimônia realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) no valor total de R$ 8,3 bilhões. O governador do estado, Matheus Simões (PSD), acompanhado da presidente da companhia, Marília Mello, participou do evento que marcou a transferência do controle acionário da empresa para o setor privado. O movimento integra o processo de desestatização do saneamento mineiro, iniciado no governo anterior e concluído após aprovação dos órgãos reguladores.

O Grupo Equatorial Energia adquiriu 30% do capital social da Copasa, enquanto a Perfin ficou com 12,76% das ações. O governo do estado manteve 5% de participação, e os outros 65% permaneceram distribuídos entre os demais acionistas da companhia. Com essa configuração, a Equatorial passa a ser a maior acionista individual, assumindo a liderança na gestão da empresa, que atende cerca de 750 municípios mineiros e é responsável por grande parte do abastecimento de água e tratamento de esgoto do estado.

Apesar da perda do controle societário, o estado de Minas Gerais garantiu uma participação estratégica por meio de uma "Golden Share" (ação dourada), instrumento que confere ao poder público o direito de veto em decisões consideradas de risco para os interesses da população e do estado. Entre as matérias sujeitas a esse poder estão eventuais mudanças na concessão dos serviços, alterações contratuais e decisões regimentais que possam comprometer a universalização do saneamento básico no território mineiro.

O governador Matheus Simões avaliou o negócio como positivo para a modernização da Copasa e para a atração de investimentos no setor. Segundo ele, a capitalização da empresa permitirá ampliar a cobertura de serviços de água e esgoto no interior do estado. A cerimônia de encerramento da transação foi marcada por discursos de autoridades e representantes do mercado financeiro, que projetam um novo ciclo de expansão e eficiência para a companhia sob a nova governança corporativa.
Por: João Bosco










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