A EQUIPE QUE FOI TERCEIRA NO BRASILEIRO LUTA PARA NÃO FICAR DE FORA DO MINEIRO
- jbcomunicacoes100
- há 58 minutos
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O Cruzeiro enfrentou o Betim neste domingo (1º) pela sexta rodada do Campeonato Mineiro, precisando da vitória para não ficar de fora da próxima fase da competição. Na etapa inicial, a equipe cansou de perder gols, e na segunda etapa sucumbiu à pressão adversária devido à desorganização do meio-campo e do ataque. No último minuto da etapa final, quando ninguém mais acreditava na vitória cruzeirense, Matheus Pereira assumiu o papel de centroavante e, de cabeça, fez o gol da vitória celeste.

Surge, então, uma questão inevitável: como pode um time que manteve mais de 90% do elenco que alcançou a terceira colocação no Campeonato Brasileiro de 2025 apresentar tanta desorganização após sessenta dias, apenas com a troca de treinador? Será Tite tão inferior ao português Leonardo Jardim, ou está desatualizado com o futebol atual?

É paradoxal que um clube que investiu R$ 250 milhões para manter e progredir no projeto apresente um futebol reminiscente da Série B. As dificuldades que o Cruzeiro enfrenta hoje para chegar ao gol adversário eram, precisamente, o ponto forte da equipe em 2025. Se um time com este investimento e elenco não se classificar para a segunda fase e para a final do Mineiro, a permanência de Tite se tornará insustentável. É simplesmente inaceitável o clube exibir um futebol tão ineficiente, com 4 derrotas em sete jogos (incluindo a estreia no Brasileirão) no vexame da goleada por 4 a 0 sofrida apenas no segundo tempo contra o Botafogo.

Os próximos compromissos serão decisivos para o técnico. Pelo Campeonato Brasileiro, a equipe entra em campo na próxima quinta-feira (5), contra o Coritiba, no Mineirão. No Mineiro, o clássico contra o América será no domingo (8), também no Mineirão, e a primeira fase se encerra fora de casa contra a URT, no dia 14.

Em resumo, a sequência de atuações ruins aponta para uma crise de identidade tática. A justificativa de "período de adaptação" começa a se esgotar. Tite precisa, urgentemente, imprimir sua marca e encontrar um equilíbrio que restaure a confiança coletiva e a eficiência em campo. Do contrário, o risco de o projeto naufragar antes mesmo de zarpar será real.
Por: João Bosco








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