A DEMORA DA CEMIG EM RESTABELECER A ENERGIA: UM DESRESPEITO AO CONSUMIDOR

Nada justifica o intervalo de 12 horas para o restabelecimento da energia elétrica em alguns bairros de Varginha entre os dias 5 e 6 de novembro. Trata-se de um serviço essencial, e a demora excessiva expõe a população a transtornos concretos, compromete o funcionamento de residências e comércios e evidencia falhas no atendimento da Cemig. Entre os prováveis prejuízos causados pela falta de energia está a perda de alimentos e de produtos armazenados em geladeiras e freezers, sobretudo os perecíveis, o que pode gerar dano financeiro ao consumidor e até risco à saúde caso esses itens sejam consumidos após a interrupção prolongada.

Na tarde da quinta-feira (5), uma chuva acompanhada de ventos atingiu a cidade, mas nada que causasse danos significativos à zona urbana do município, segundo informações obtidas por nós. A Defesa Civil de Varginha informou à nossa redação que não houve acionamento por parte da população durante a chuva e logo após, pois o evento durou apenas 30 minutos e não causou danos à população.

Por outro lado, a Cemig levou 12 horas para restabelecer a energia elétrica em alguns bairros da cidade, como foi o caso do Jardim Simões e do Jardim Atlântico Sul. A demora é ainda mais grave porque não houve, segundo os relatos disponíveis, uma ocorrência de grande porte que justificasse tamanha morosidade no atendimento.

A Cemig tem o dever de agir com eficiência, planejamento e transparência, especialmente em situações de chuva, que são previsíveis e recorrentes. A falta de agilidade no restabelecimento da energia demonstra descaso com o consumidor, que paga regularmente por um serviço essencial e fica exposto a prejuízos materiais, como a perda de alimentos e produtos estocados em geladeiras, além de riscos à saúde e insegurança, sem receber informações claras sobre prazos e causas da demora.

Diante disso, é necessário que a Cemig explique publicamente as razões da demora, informe os protocolos de atendimento adotados e adote medidas efetivas para reduzir o tempo de restabelecimento da energia. Também cabe aos órgãos de defesa do consumidor e ao poder público cobrar responsabilidade e transparência, pois a população de Varginha não pode continuar sendo penalizada por um atendimento lento e incompatível com a essencialidade do serviço prestado.









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