ZEBRAS ASSOMBRAM O MUNDIAL: BRASIL SOFRE, MAS PASSA; ALEMANHA E HOLANDA CAEM NOS PÊNALTIS

A noite desta terça-feira (29) foi marcada por emoção, suor e, acima de tudo, surpresa na Copa do Mundo de 2026. Enquanto o Brasil garantiu sua vaga nas oitavas de final com uma vitória suada por 2 a 1 sobre o Japão, duas das principais potências do futebol mundial – Alemanha e Holanda – viram seus sonhos ruírem diante de adversários historicamente menos cotados. O que era tido como uma rodada tranquila para os favoritos transformou-se em um festival de reviravoltas, reacendendo o velho adágio de que, em Copa do Mundo, a camisa pesa, mas não decide.

No Boston Stadium, em Foxborough (EUA), a seleção alemã entrou em campo ostentando o status de superfavorita contra o Paraguai, mas esbarrou na obstinação e na eficiência defensiva da equipe sul-americana. Os paraguaios, surpreendendo a todos, abriram o placar ainda no primeiro tempo e administraram a vantagem com uma disciplina tática raramente vista em zebras históricas. Os alemães, pressionados pela torcida e pela tradição, só conseguiram arrancar o empate nos instantes finais da etapa complementar, forçando uma prorrogação que pouco alterou o domínio estéril europeu. Na disputa por pênaltis, o Paraguai mostrou frieza e precisão, convertendo quatro das cinco cobranças contra três dos germânicos, selando a classificação com um 4 a 3 que ecoará pelos anos como uma das maiores eliminações alemãs em Copas.

Enquanto isso, no estádio de Monterrey, no México, a Holanda protagonizou um roteiro assustadoramente parecido. Os "Laranjas" até saíram na frente contra Marrocos, num gol que acalmou os ânimos iniciais, mas viram a vantagem evaporar nos minutos derradeiros do segundo tempo. O empate forçou o excesso de tempo, e novamente a sorte foi decidida na marca da cal. Nas penalidades, os marroquinos, impulsionados por uma torcida tímida se comparada a torcida alemã presente, não tremeram: venceram por 3 a 2, desbancando mais uma candidata ao título e confirmando a tese de que, nos pênaltis, o favoritismo é mera estatística.

Em contraste, a classificação brasileira veio com sofrimento, mas sem a necessidade de prorrogação. Quando tudo parecia encaminhar para o tempo extra, Martinelli apareceu como herói nos acréscimos, desempatando com uma finalização precisa e devolvendo o alívio ao técnico e à torcida.
Ao fim da rodada, o saldo é devastador para os europeus e revigorante para as seleções sul-americanas e africanas. A Alemanha, uma das favoritas ao título, e a Holanda, semifinalista da última edição, despedem-se precocemente, enquanto Paraguai e Marrocos escrevem páginas douradas em suas histórias futebolísticas. O Brasil, por sua vez, sobrevive – mas com a certeza de que, nesta Copa de zebras soltas, nenhum nome está imune à imprevisibilidade. As oitavas de final prometem mais emoções, e o mundo do futebol já se pergunta: quem será o próximo gigante a cair? Lembrando que, nesta sexta-feira (3), a Argentina enfrenta a sensação da Copa, Cabo Verde, às 19h, em Miami. Será que a zebra vai dar uma voltinha por lá? Do jeito que a coisa anda, nada é impossível!
Por: João Bosco
Foto: Divulgação/FIFA









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