VENTANIA DE 70 KM/H DEIXA RASTRO DE DESTRUIÇÃO NA FEIRA HIPPIE E EM BAIRROS DE BELO HORIZONTE

A manhã deste domingo (30) começou como de costume para os belo-horizontinos, com o tradicional movimento da Feira Hippie na Avenida Afonso Pena, no centro da capital. Artesãos e feirantes expunham seus produtos produzidos durante a semana, enquanto turistas e moradores percorriam as barracas sob um céu ainda aparentemente estável. Ninguém esperava que, em poucos minutos, a paisagem pacífica desse lugar a uma cena de caos e destruição.

Por volta das 14h30, sem aviso prévio dos meteorologistas, uma forte tempestade atingiu a região central de Belo Horizonte com ventos que ultrapassaram os 70 quilômetros por hora. O fenômeno, de rápida formação, pegou feirantes e frequentadores completamente despreparados. Diante da iminência do perigo, muitos abandonaram seus postos de trabalho e correram para bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais próximos, na tentativa desesperada de se abrigar da chuva torrencial e das rajadas que arrancavam tudo pelo caminho.

O impacto mais visível ocorreu na própria Feira Hippie, onde barracas inteiras foram arrancadas do chão, armações de ferro se retorceram e centenas de peças de artesanato, roupas e acessórios voaram pelos ares. Os prejuízos materiais são incalculáveis, segundo os próprios expositores, que viram em minutos o resultado de meses de trabalho ser levado pelo vento. A força da natureza não poupou nem as estruturas mais reforçadas, transformando a principal via de lazer da cidade em um cenário de entulho e mercadorias perdidas.

Paralelamente, a tempestade também avançou sobre as regiões Noroeste e Oeste da capital, provocando estragos significativos nos bairros Carlos Prates e Padre Eustáquio. Moradores relataram momentos de pânico ao verem telhas e lajes sendo arrancadas de suas casas, enquanto dezenas de árvores de grande porte caíam sobre ruas, calçadas e veículos estacionados. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender ocorrências de destelhamento, quedas de galhos e risco de desabamento, mas ainda não há registro de feridos graves.

Ao final da tarde, com a chuva já enfraquecida, os belo-horizontinos começam a contabilizar os danos e a se organizar para a limpeza e reconstrução. A prefeitura municipal informou que já está levantando o impacto nos bairros afetados e prometeu auxílio emergencial aos feirantes cadastrados. Apesar do susto e da surpresa causados pela força repentina do temporal, a cidade demonstra resiliência – e a expectativa agora é que os eventos climáticos extremos, cada vez mais comuns, sirvam de alerta para um planejamento urbano mais preparado para o inesperado.









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