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UE VETA EXPORTAÇÃO DE CARNE DO BRASIL A PARTIR DE SETEMBRO POR DESCUMPRIMENTO DE REGRAS SANITÁRIAS

  • há 8 horas
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A União Europeia oficializará, a partir de setembro, o veto à importação de carne brasileira, alegando que o país não cumpriu as regras comunitárias relativas ao uso de antimicrobianos na pecuária. A decisão, anunciada em 12 de maio, foi confirmada em publicação oficial nesta sexta-feira (5). Com a exclusão, o Brasil fica proibido de exportar diversos tipos de carne para o bloco europeu a partir do dia 3 de setembro, afetando diretamente um dos setores mais estratégicos do agronegócio nacional.

Na última lista divulgada pela Comissão Europeia em 2024, o Brasil estava autorizado a exportar não apenas carne bovina, mas também frango, tripas, peixe e mel para os países-membros da UE. Enquanto isso, nações sul-americanas como Argentina, Uruguai e Paraguai seguem normalmente com suas exportações para o bloco, por atenderem aos requisitos sanitários exigidos. A exclusão do Brasil, portanto, representa um duro revés para a balança comercial do setor, que buscava ampliar sua participação no mercado europeu.

O bloqueio foi aplicado porque o Brasil não apresentou as informações exigidas pela Comissão Europeia que comprovassem o cumprimento das diretrizes da UE sobre antimicrobianos — substâncias utilizadas na criação de animais e cujo uso excessivo pode gerar resistência bacteriana e riscos à saúde pública. De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, a exigência europeia está alinhada a protocolos rigorosos de segurança alimentar, e a falta de comprovação por parte do Brasil evidencia fragilidades nos sistemas de monitoramento sanitário do país.

Segundo Eva Hrncirova, responsável pelas pautas de saúde, segurança alimentar e bem-estar animal na Comissão Europeia, o Brasil poderá voltar à lista de exportadores assim que comprovar todos os requisitos exigidos. A declaração abre margem para negociações técnicas nos próximos meses, mas especialistas alertam que a recondução do país ao mercado europeu dependerá de ajustes regulatórios internos e da apresentação de dados confiáveis sobre o controle de antimicrobianos na pecuária nacional. Enquanto isso, o setor produtivo brasileiro já estuda alternativas para redirecionar suas exportações a outros mercados.

Por: João Bosco

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