TRABALHADOR DE 25 ANOS MORRE ELETROCUTADO EM POSTE DA CEMIG EM ANDRADAS (MG)

Emerson da Silva Carvalho, de 25 anos, trabalhador de uma empresa terceirizada da Cemig, morreu eletrocutado na tarde da última quarta-feira (8) em Andradas, no Sul de Minas Gerais. A vítima estava no alto de um poste de energia elétrica quando sofreu uma descarga elétrica de alta tensão. Colegas de trabalho que estavam no local realizaram o resgate imediato, retirando Emerson da estrutura, mas ele já se encontrava em parada cardiorrespiratória. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conduziu o trabalhador até a Santa Casa da cidade, onde a equipe médica tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu aos graves ferimentos causados pela eletrocussão.

O acidente fatal reacende o alerta sobre as condições de segurança no trabalho em atividades de risco, especialmente no setor elétrico. Especialistas apontam que a eletrocussão é uma das principais causas de morte entre trabalhadores que atuam em altura e com redes de energia, exigindo equipamentos de proteção individual (EPIs) rigorosos, treinamento constante e supervisão eficaz. As circunstâncias que levaram à descarga elétrica ainda serão investigadas pelas autoridades competentes, incluindo a possibilidade de falha humana, falha técnica ou condições adversas no local do serviço. A Cemig e a empresa terceirizada responsável pelo trabalhador ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Natural de Conceição do Rio Verde (MG), Emerson da Silva Carvalho foi sepultado na última quinta-feira (9) em sua cidade natal, onde familiares, amigos e colegas de trabalho se despediram em meio a muita comoção. O jovem deixa um legado de dedicação ao trabalho e um alerta para a necessidade de aprimoramento constante das normas de segurança em atividades de alto risco. A tragédia reacende o debate sobre a fiscalização e o cumprimento das regulamentações trabalhistas no setor elétrico, especialmente em serviços terceirizados, que muitas vezes operam sob pressão e com recursos limitados. As investigações seguem para apurar responsabilidades e evitar que acidentes como este voltem a ocorrer.
Por: João Bosco









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