SERVIDORES SÃO AFASTADOS POR COBRAR PROPINA PARA MANUTENÇÃO DE TÚMULOS EM TRÊS PONTAS, NO SUL DE MINAS
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Na cidade de Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, dois servidores municipais foram afastados de seus cargos sob suspeita de cobrar propina para realizar a manutenção de túmulos no cemitério local. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os valores exigidos das famílias enlutadas chegavam a até R$ 950. A prática criminosa teria sido descoberta após denúncias anônimas, que levaram os agentes policiais a aprofundar as apurações sobre a conduta dos funcionários públicos.

Conforme apurou a Polícia Civil, os dois servidores aproveitavam-se do momento de vulnerabilidade emocional das famílias enlutadas para obter vantagens financeiras indevidas. Eles condicionavam a conservação e a preservação dos túmulos ao pagamento das quantias exigidas, o que configura não apenas improbidade administrativa, mas também os crimes de concussão e corrupção passiva. A investigação revelou ainda que a ação criminosa ocorria de forma sistemática, atingindo dezenas de pessoas que recorriam ao serviço público em um momento de dor e perda.

Para interromper imediatamente as práticas irregulares, a Justiça determinou o afastamento preventivo dos dois servidores de suas funções. Durante as diligências, a Polícia também constatou que os materiais utilizados nas obras e reparos nos túmulos pertenciam ao próprio município, sendo desviados para atividades ilícitas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades, que alegaram preservar o sigilo das investigações em andamento.

A expectativa agora é de que novos desdobramentos surjam nos próximos dias, incluindo a possibilidade de indiciamento formal dos servidores por corrupção e peculato. A Prefeitura de Três Pontas informou, por meio de nota, que colabora integralmente com as investigações e que instaurou procedimento administrativo interno para apurar as responsabilidades. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando documentos para identificar outros possíveis envolvidos ou vítimas do esquema.
Por: João Bosco
Foto: Instagram








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