top of page

QUEDA DE POPULARIDADE DE LULA ACENDE ALERTA NO GOVERNO E ESCANCARA DISPUTA ABERTA PARA 2026

  • há 17 minutos
  • 2 min de leitura

Mesmo com isenção do IR, aprovação não reage e oposição cresce nas pesquisas, enquanto cenário externo ameaça a economia


A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se uma preocupação central nos bastidores do governo a menos de oito meses das eleições de 2026. Pesquisas recentes indicam que a vantagem do petista deixou de ser confortável, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consolidando-se como o principal nome da oposição e reduzindo a distância em cenários de segundo turno. Em levantamento Datafolha divulgado neste sábado (7), Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — um empate técnico que contrasta com os 51% a 36% registrados em dezembro. O avanço do senador Flávio Bolsonaro reflete a resiliência do bolsonarismo e enterra qualquer expectativa de "lavada" mencionada por Lula em discursos passados.

Diante desse cenário, a estratégia da campanha governista será tentar ancorar a narrativa nos indicadores econômicos considerados positivos, como o baixo desemprego e a recente isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. No entanto, aliados admitem que a popularidade não reagiu conforme o esperado, e o eleitorado permanece cético. Pesquisas qualitativas mostram que, embora Lula mantenha uma base sólida, a maioria dos brasileiros afirma que ele não merece um novo mandato, e a rejeição tanto ao petista quanto a Flávio Bolsonaro supera os 45%, evidenciando o profundo mal-estar político no país.

O quadro pode se complicar ainda mais com a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que já começa a produzir reflexos na economia global. A guerra elevou o preço do petróleo e ameaça o fornecimento de fertilizantes, insumos dos quais o agronegócio brasileiro é fortemente dependente. Analistas alertam que, se o conflito se prolongar, a inflação deverá disparar, corroendo o poder de compra da população e inviabilizando o discurso oficial de que a economia é um trunfo da atual gestão. Para o governo, o que poderia ser uma "carta na manga" ameaça se transformar em mais um fator de desgaste.

A insatisfação popular, no entanto, não se explica apenas pelas incertezas externas. Dados da Serasa Experian revelam que o Brasil começou 2026 com 81,3 milhões de pessoas negativadas, o equivalente a 49,7% da população adulta — um novo recorde histórico. São 327 milhões de dívidas ativas que somam cerca de R$ 524 bilhões, em um cenário de juros elevados e pressão sobre a renda das famílias. Com mais da metade dos brasileiros adulto endividados e a economia real patinando, as eleições de 2026 se desenham como uma das mais imprevisíveis desde a redemocratização, em que a insatisfação generalizada e a polarização prometem decidir os rumos do país voto a voto.

Por: João Bosco

Foto: TSE


Comentários


bottom of page