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QUEBRA DE SIGILO DE LULINHA É APROVADA NA CPMI DO INSS

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou na manhã desta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sessão, realizada no Congresso Nacional, foi marcada por intenso tumulto, bate-boca e até agressões físicas entre parlamentares após a votação do requerimento apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) . A confusão generalizada, com empurra-empurra e muito bate boca, obrigou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a suspender os trabalhos e interromper a transmissão oficial pela TV Senado .

Ao todo, foram aprovados 87 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e de Augusto Lima, sócio do Banco Master . O objetivo central das investigações é apurar possíveis irregularidades no pagamento de benefícios a aposentados e pensionistas do INSS, bem como identificar se há correlação entre os envolvidos no esquema de fraudes que vem sendo desvendado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

A quebra de sigilo de Lulinha foi motivada por seu nome ter sido mencionado em diversas fases da operação policial, especialmente como possível sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que está preso desde o fim de 2025 . De acordo com investigações da Polícia Federal, há indícios de que o filho do presidente teria recebido valores mensais de aproximadamente R$ 300 mil, tratados como "mesada" em conversas interceptadas, além de uma cifra aproximada de R$ 25 milhões relacionada a negócios envolvendo projetos de cannabis medicinal e kits de combate à dengue . Mensagens apreendidas mostram Antunes orientando um funcionário a repassar R$ 300 mil para o "filho do rapaz", expressão que, segundo o relator, seria referência direta a Lulinha.

O requerimento foi fortemente defendido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar, que tem recebido elogios de parlamentares da oposição pela condução dos trabalhos na CPMI, sob a presidência do senador Carlos Viana. A base governista, no entanto, protestou veementemente contra a medida, classificando-a como motivada politicamente para constranger a família do presidente. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chegou a alegar irregularidades na votação simbólica, enquanto aliados do governo tentaram, sem sucesso, barrar os requerimentos de interesse da oposição. Com a aprovação, a comissão terá acesso a extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos de Lulinha referentes ao período de janeiro de 2022 a janeiro de 2026, podendo agora verificar a compatibilidade das movimentações com as suspeitas levantadas pela Polícia Federal.

Por: João Bosco

Foto: Redes Sociais

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