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Prefeito de Poços de Caldas destrói cocho tombado e gera polêmica após fim das charretes

  • há 22 horas
  • 1 min de leitura

Após encerrar o prazo para a circulação de charretes puxadas por animais em Poços de Caldas, o prefeito Paulo Ney (PSD) utilizou uma marreta para destruir, nesta segunda-feira (16), o cocho de pedras que servia como bebedouro dos animais. A estrutura, localizada no centro da cidade, era tombada como patrimônio público municipal, o que torna sua demolição um ato questionável do ponto de vista legal e patrimonial. A ação foi realizada de forma direta pelo chefe do Executivo, sem comunicado prévio à população ou aos órgãos de preservação histórica.

A atitude gerou reação imediata dos vereadores da Câmara Municipal, que pediram explicações formais ao prefeito e classificaram o ocorrido como uma falta de respeito à história da cidade e aos charreteiros. O vereador Thiago Mafra (PT) apresentou um requerimento, aprovado por unanimidade pela Casa, questionando a legalidade do ato. No documento, o parlamentar destaca que, conforme a lei complementar municipal de 2006, “bens protegidos não podem ser destruídos”, e cobra providências quanto à possível infração ao patrimônio histórico local.

O episódio ocorre em meio à transição do modelo de transporte turístico na cidade mineira, conhecida por suas tradicionais charretes. A decisão de encerrar a circulação dos veículos puxados por animais já vinha gerando debates entre defensores do bem-estar animal e aqueles que viam na atividade um símbolo cultural. Com a destruição do cocho tombado, a polêmica ganhou um novo capítulo, e a expectativa agora recai sobre os desdobramentos legais do ato praticado pelo prefeito, bem como sobre possíveis medidas de reparação ao patrimônio danificado.

Por: João Bosco

Foto: Redes Sociais/Reprodução

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