PREFEITO DE ITANHANDU É INDICIADO POR CRIME DE PERSEGUIÇÃO; CÂMARA ABRE PROCESSO POR QUEBRA DE DECORO
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O prefeito de Itanhandu, no Sul de Minas Gerais, Paulo Henrique Pinto Monteiro, foi indiciado pela Polícia Civil por crime de perseguição. A investigação teve início a partir de comunicações enviadas ao Ministério Público, A partir daí o vereador Rivaldo de Freitas (PRD), solicitou a abertura de um processo na Câmara Municipal apontando suposta conduta incompatível com o exercício da função. De acordo com a denúncia, os fatos envolveriam um adolescente e poderiam configurar quebra de decoro parlamentar e uso indevido das instalações públicas.

A denúncia apresentada contra o chefe do Executivo municipal foi aprovada pela maioria dos vereadores, autorizando a instauração do processo administrativo. A partir dessa decisão, foi feita a composição do colegiado responsável pela investigação no âmbito do Legislativo. A comissão processante será presidida pelo vereador Vinícius Lamin (MDB), que terá prazo determinado para apurar os fatos e apresentar parecer conclusivo.

Segundo fontes ligadas à Câmara Municipal, o processo corre sob sigilo inicial para preservar a integridade do adolescente envolvido e garantir a lisura das apurações. O indiciamento pela Polícia Civil na esfera criminal corre em paralelo, e ambos os procedimentos podem levar a penalidades que vão desde multa e suspensão do mandato até cassação, no caso de condenação em processo político-administrativo.

O prazo estabelecido para que a comissão presidida por Vinícius Lamin conclua os trabalhos é de 90 dias, prorrogável conforme o regimento interno da Casa. A defesa do prefeito Paulo Henrique Pinto Monteiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o indiciamento e o processo na Câmara. A expectativa é de que nos próximos dias haja novos desdobramentos tanto na esfera criminal quanto na política, com possibilidade de oitiva de testemunhas e análise. A população itanhanduense acompanha com atenção o desenrolar do caso, que envolve as duas principais esferas de poder do município.
Por: João Bosco
Foto: Redes Sociais








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