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O povo como subproduto: entre o deboche e a impunidade

  • há 1 hora
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Nesta última semana, o país assistiu a mais um quadro bizarro no cenário político e no âmbito das superautoridades. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi simplesmente rasgada e jogada na lata do lixo, como se sua função investigativa fosse descartável. Em meio a discursos pautados pelo "bom português" e à repugnância de uma população que se sente impotente, os absurdos seguem seu curso, alinhados à perigosa sintonia entre a política e o poder instituído.

O ministro André Mendonça sofreu uma derrota ao tentar prorrogar por sessenta dias os trabalhos de uma CPMI já desgastada por disputas internas e por articulações de grupos que buscam proteger os próprios envolvidos. Enquanto isso, a população mais vulnerável permanece à míngua, jogada ao léu, assistindo inertemente ao desfecho de um processo que deveria, em tese, servir à transparência e à justiça social.

Os absurdos se desdobram em um país que parece caminhar à deriva entre a falsidade e a mentira, entre os pseudos intelectuais e os ignorantes que, lesados em seus direitos fundamentais, sequer têm condições de reivindicar o que lhes é devido. A sensação que prevalece é a de um espetáculo em que a população é mera espectadora de um jogo cujas regras favorecem sempre os mesmos atores.

No embate entre o Judiciário e o Legislativo, não restam dúvidas de que o povo é a principal vítima. Tratado como subproduto da pobreza, do deboche institucional e da injustiça estrutural, o cidadão comum vê sua cidadania sendo reiteradamente aviltada. Em meio a tanto ruído institucional, o povo permanece a assistir impassível a normalização do absurdo.

Por: João Bosco

Foto: Senado Federal

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