O PACOTE DA DESESPERANÇA: LULA TENTA REVERTER DERROTA ELEITORAL COM PERDÃO BILIONÁRIO E PROMESSAS MIRABOLANTES AOS MEIs

Lula promete, como medida eleitoreira e temendo uma grande derrota no segundo turno, o perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias e a renegociação de débitos para microempreendedores, nesta terça−feira(13).

A proposta prevê ainda a compra de dívidas bancárias com descontos e a ampliação do limite de faturamento do MEI— hoje de R$ 6.750 por mês, o equivalente a R$ 81 mil por ano —, com a intenção de chegar a R$ 251.600 por ano, além de concessões de investimento por meio do PixMEI com limite de R$ 5 mil.

Todos sabemos que não passa de uma medida eleitoreira. O governo enxerga uma grande derrota no segundo turno e tenta reverter esse cenário com propostas mirabolantes, enganando o povo e os microempresários, como fez com a promessa da picanha em 2022. Hoje, o povo está diante do maior preço por quilo da carne bovina e suína de todos os tempos, um verdadeiro troféu na mesa do consumidor.

O absurdo não é ter que continuar assistindo a essas vantagens eleitoreiras que o povo já não engole, mas Lula se esqueceu de que, para colocar essas propostas sem nexo em prática, elas precisam passar primeiro pelo Congresso Nacional no próximo ano e comprovar a origem e a reposição para o equilíbrio fiscal das contas públicas, que já ultrapassam R$ 11 trilhões. Sem fonte de custeio, o anúncio é apenas pirotecnia verbal: bonito no palanque, cruel no caixa do contribuinte.

Não se trata de negar alívio a quem realmente precisa, mas de questionar o timing e a ausência de responsabilidade fiscal. Às vésperas do pleito, o Palácio do Planalto se transforma em palanque e tenta conquistar o eleitorado com dinheiro que não existe. O MEI não precisa de esmola eleitoral; precisa de regras estáveis, crédito acessível, menos burocracia e segurança jurídica. Promessas mirabolantes, sem lastro, apenas transferem o custo para o futuro e para o bolso de quem paga imposto.

Enquanto o governo anuncia perdões bilionários e medidas de ocasião, o pequeno empreendedor continua sufocado por juros altos, tributos excessivos e concorrência desleal. O povo já aprendeu que promessa de campanha não paga a conta do supermercado. Se Lula quer realmente ajudar os microempreendedores, que apresente um plano sustentável, com compensação fiscal e aprovação transparente no Congresso — não um pacote eleitoreiro para tentar salvar o próprio projeto de poder.
Por: João Bosco









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