O COMPANHEIRO E O CARRASCO: A TRAGÉDIA DE ELISETE E A FUGA DO PRINCIPAL SUSPEITO DE FEMINICÍDIO
- jbcomunicacoes100
- 30 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

É com profundo pesar que confirmamos o desfecho trágico do caso de Elisete Oliveira, 37 anos. O corpo da funcionária pública, que estava desaparecida desde 22 de novembro em Carvalhos, Sul de Minas, foi localizado parcialmente carbonizado. Ela foi enterrada no último sábado (29/11), encerrando um ciclo de angústia para a família e amigos, mas abrindo um profundo questionamento sobre a violência contra a mulher. Em um revés chocante para a investigação, o principal suspeito é justamente o homem que auxiliava a polícia nas buscas, agora acusado de feminicídio.

Os vestígios que levaram à triste descoberta foram encontrados às margens da estrada que liga Carvalhos à Bocaina de Minas, cidade onde Elisete residia com seu companheiro. A cena era de extrema violência: o corpo da vítima estava parcialmente queimado e sem as roupas. A confirmação de sua identidade, perante a degradação do cadáver, só foi possível graças à identificação de uma tatuagem distintiva, um último e singelo elemento que permitiu o reconhecimento oficial e o início da busca por justiça.

A narrativa construída pelo companheiro de Elisete, que também era seu principal suspeito, começou a desmoronar sob o escrutínio policial. Ele foi o próprio responsável por registrar o desaparecimento, relatando à polícia que ambos teriam feito um passeio de mais de 50 km, passando por Carvalhos e Liberdade, antes de retornarem para casa em Bocaina de Minas. Em sua versão, ele e a vítima teriam consumido bebidas alcoólicas durante o trajeto. Ele alegou ter saído de casa por aproximadamente meia hora e, ao voltar, constatado o sumiço da companheira, uma história que as investigações subsequentes contestaram.

A Polícia Civil e a Polícia Militar, que já atuavam de forma integrada na investigação do desaparecimento, colheram indícios suficientes para identificar o companheiro de Elisete como o principal suspeito. Diante das fortes evidências, a Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva. No entanto, em mais um capítulo sombrio deste caso, o suspeito conseguiu fugir e permanece foragido, transformando a busca por respostas em uma corrida contra o tempo para efetuar sua captura e garantir que a justiça seja servida.
Por: João Bosco
Foto: Facebook/Divulgação








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