MOTORISTA DE APLICATIVO PRESTA DEPOIMENTO E NEGA AGRESSÃO A PASSAGEIRA MORTA APÓS QUEDA EM VARGINHA
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Richard Ferreira Tristão, motorista de aplicativo, prestou depoimento à Polícia Civil nesta semana sobre as circunstâncias que levaram à morte da passageira Joice Batiston, vítima de traumatismo craniano em um acidente ocorrido no dia 19 de junho. Segundo o relato de Richard, ele teria buscado Joice no bairro da Figueira, em Varginha, com destino à zona rural do município, onde ela assistiria ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo com amigas. O trajeto teria sido interrompido por uma queda da motocicleta, sem que houvesse explicação clara para o ocorrido, conforme afirmou o condutor.

De acordo com o depoimento, Richard sustentou que a queda aconteceu em velocidade normal e que Joice ficou desacordada após o impacto. Ele declarou que o capacete utilizado pela passageira já estava fora da cabeça dela no momento em que ele o retirou, e que deixou o local sem prestar socorro ou acionar qualquer serviço de emergência. Em seguida, o motorista disse ter ido até a casa do pai para pedir ajuda, mas não o encontrou, e retornou ao local do acidente cerca de dez minutos depois, quando Joice já não estava mais lá.

Richard afirmou ainda que passou duas vezes em frente ao Batalhão da Polícia Militar, no bairro Sion, sem, no entanto, ter parado para comunicar o ocorrido. Sobre os pertences da vítima, o condutor relatou ter jogado o capacete usado por Joice em um matagal. Quanto ao celular encontrado quebrado, ele disse que o aparelho pertence a ele mesmo e que foi danificado em uma briga anterior com o pai. O motorista negou qualquer ato de violência contra Joice e afirmou que só soube da morte dela dois dias depois do acidente, declarando não conhecê-la.

O depoente também justificou as avarias encontradas em sua motocicleta como decorrentes de um acidente ocorrido há dois anos, negando que tenha caído com o veículo no dia em que transportava Joice. Ele mencionou ainda que foi orientado por seu advogado a permanecer em casa, razão pela qual não teria se apresentado espontaneamente às autoridades antes do depoimento. As afirmações, no entanto, contrastam com os indícios colhidos pela perícia, que apontam traumatismo craniano como causa da morte, supostamente provocado por uma queda.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil, e Richard poderá responder pelos crimes de homicídio, omissão de socorro e fuga do local do acidente, além de outras infrações que possam surgir no decorrer das apurações. A Polícia Civil reforça que todas as versões apresentadas serão confrontadas com as provas periciais e testemunhais para esclarecer definitivamente as circunstâncias da morte de Joice Batiston. A corporação não descarta a possibilidade de novas oitivas e pedidos de diligências para aprofundar a investigação.
Por: João Bosco






