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Ministério Público pede afastamento de presidente do IBGE por supostas irregularidades

  • há 2 horas
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O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), protocolou representação solicitando o afastamento cautelar do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann. O pedido, encaminhado ao ministro Vital do Rêgo, presidente do TCU, aponta uma série de irregularidades na gestão do órgão, incluindo perseguição a servidores de carreira, tentativa de criação de fundação paralela sem amparo legal e risco à credibilidade das estatísticas oficiais, como o PIB.

De acordo com a representação, Pochmann teria promovido sucessivas exonerações e substituições de técnicos experientes em áreas estratégicas por servidores recém-admitidos, ainda em estágio probatório, para funções de elevada complexidade técnica. A coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, responsável pelo cálculo do PIB, foi exonerada às vésperas da divulgação do indicador, gerando repercussão negativa entre os servidores. Quatro diretores deixaram seus cargos em solidariedade, e 134 servidores assinaram carta aberta criticando o que classificaram como "posturas autoritárias e desrespeito ao corpo técnico".

Outro ponto central da representação é a tentativa de criação da Fundação IBGE+, entidade de direito privado voltada a captar recursos para projetos do instituto. A iniciativa foi barrada pela Advocacia-Geral da União (AGU) e considerada irregular pelo TCU por não ter autorização legislativa específica. O procurador classificou a fundação como "entidade paralela" e alertou para o risco de uso indevido da estrutura e da marca do IBGE em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais.

O pedido de afastamento também menciona falhas na gestão que ameaçam a continuidade de pesquisas essenciais, como o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), além de ingerência indevida e risco de dano ao erário. O procurador argumenta que a perda de credibilidade das estatísticas oficiais pode elevar o custo de financiamento da dívida pública e comprometer a formulação de políticas econômicas, configurando "ameaça concreta ao patrimônio público" . Até o momento, o IBGE não se manifestou sobre o pedido.

Por: João Bosco

Foto: Facebook/Divulgação

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