MINAS GERAIS REGISTRA PRIMEIRA MORTE POR HANTAVIROSE NO BRASIL EM 2026
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A primeira morte por hantavirose no Brasil neste ano foi confirmada em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba mineiro. A vítima, um homem de 46 anos, tinha histórico de contato com roedores silvestres, principais transmissores da doença. O óbito ocorreu em fevereiro de 2026, mas a confirmação laboratorial foi divulgada recentemente pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Segundo a pasta, o caso é isolado e não apresenta relação com outros surtos registrados no país.

A hantavirose é uma doença viral aguda, potencialmente fatal, transmitida pela inalação de aerossóis provenientes de fezes, urina e secreções de roedores infectados, especialmente o rato-do-campo. Os sintomas iniciais — febre, dor de cabeça, dores musculares intensas e falta de ar — podem ser confundidos com os de outras infecções virais, o que atrasa o diagnóstico e agrava o quadro. Em casos severos, a síndrome cardiopulmonar por hantavírus pode levar à insuficiência respiratória e ao óbito em poucos dias.

De acordo com o boletim epidemiológico atualizado até 27 de abril de 2026, o Brasil já registrou sete casos confirmados da doença neste ano. A Região Sul concentra a maior parte das ocorrências, com registros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Minas Gerais soma, até o momento, dois casos confirmados, incluindo o óbito em Carmo do Paranaíba. As autoridades sanitárias monitoram a evolução dos números e reforçam a necessidade de notificação imediata de sintomas compatíveis, especialmente em áreas rurais.

A prevenção continua sendo a principal arma contra a hantavirose. Especialistas recomendam evitar o acúmulo de lixo e entulhos próximos a residências, manter alimentos armazenados em recipientes fechados e vedar frestas em portas e janelas em áreas de risco. Para trabalhadores do campo e moradores de regiões próximas a matas, o uso de máscaras e luvas durante a limpeza de celeiros, estábulos e galpões é essencial. A SES-MG orienta ainda que, ao primeiro sinal de febre, dor de cabeça ou dificuldade respiratória após possível exposição a roedores, a pessoa busque imediatamente atendimento médico.
Por: João Bosco









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