MINAS GERAIS LIDERA RANKING DE MORTES EM RODOVIAS FEDERAIS E CONCENTRA 13% DOS ACIDENTES DO PAÍS
- 20 de mai.
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Minas Gerais ocupa a liderança de um ranking preocupante: o das rodovias federais que mais matam no Brasil. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o estado também é o campeão nacional em número de acidentes. A cada ano, são registradas cerca de 9.500 ocorrências nas estradas federais que cruzam o território mineiro, número que representa 13% de todos os acidentes registrados no país. O saldo é igualmente alarmante: mais de 11 mil feridos e aproximadamente 800 mortes por ano.

Entre as rodovias campeãs de acidentes, o primeiro lugar fica com a BR-381, conhecida como a "rodovia da morte". A via liga São Paulo a São Mateus (ES), mas é no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares que se concentra o maior número de ocorrências fatais. Em seguida aparece a BR-116, recordista em acidentes envolvendo caminhões. Fechando a lista das mais perigosas está a BR-040, que conecta o Rio de Janeiro a Brasília, passando por Belo Horizonte, com 1.178 quilômetros de extensão.

As três rodovias juntas são responsáveis por 60% dos acidentes fatais registrados em Minas Gerais. A BR-262 também merece destaque negativo, especialmente devido ao alto índice de engavetamentos nos trechos próximos à capital mineira. O padrão das ocorrências inclui colisões frontais, saídas de pista, atropelamentos e, em muitos casos, envolvimento de veículos de carga, agravado pela combinação de pistas simples, alto fluxo de veículos e condições precárias de conservação.

Além das rodovias federais, o estado também enfrenta sérios problemas em vias estaduais. Entre as que apresentam altos índices de acidentes e letalidade, destacam-se a MG-050 e a MGC-135. Especialistas apontam que a falta de duplicação, a sinalização deficiente, o excesso de velocidade e a fadiga de motoristas profissionais são fatores recorrentes nas estatísticas trágicas do estado.

Especialistas e órgãos de trânsito cobram medidas urgentes para reverter o quadro, como investimentos em infraestrutura, aumento da fiscalização e campanhas educativas voltadas a motoristas. Enquanto isso, as famílias das vítimas seguem cobrando melhorias nas estradas mineiras. A PRF reforça que a conscientização de todos os usuários é fundamental, mas alerta que, sem ações estruturais, Minas Gerais continuará ocupando, por razões trágicas, o topo do ranking nacional de acidentes e mortes em rodovias federais.
Por: João Bosco
Foto: Redes Sociais/Reprodução








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