KASSIO NUNES MARQUES TOMA POSSE E COMANDARÁ TSE NAS ELEIÇÕES DE 2026
- 13 de mai.
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Kassio Nunes Marques tomou posse nesta semana e passará a comandar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito de 2026. Com o ministro à frente da corte eleitoral, a oposição demonstra sentir-se mais confortável, apostando em um espaço institucional maior, principalmente nas respostas conclusivas às suas reivindicações que poderão surgir ao longo da campanha eleitoral. A expectativa do campo oposicionista é de que as decisões do tribunal ocorram com base estritamente na lei, sem interpretações consideradas extensivas por aliados.

Estiveram presentes à cerimônia de posse o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, e o presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto. O deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB) manifestou-se publicamente, afirmando que espera que o novo presidente do TSE cumpra as leis de forma rigorosa, diferentemente do que, segundo ele, teriam feito seus antecessores. A fala endossou o tom crítico que parte da oposição tem mantido em relação à atuação anterior da Justiça Eleitoral.

A composição da nova cúpula do TSE conta ainda com o ministro André Mendonça como vice-presidente. Durante a solenidade, estiveram presentes o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sentado ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, fontes que acompanharam o evento relataram notório desconforto entre as duas autoridades, sendo esta a primeira aparição pública deles após a derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

Messias, que foi derrotado na disputa por uma vaga na mais alta corte do país, esteve presente à solenidade, mas sentou-se na plateia, distante dos principais assentos do cerimonial. O episódio acirrou ainda mais as tensões políticas já existentes entre os Poderes, enquanto Nunes Marques, em seu discurso de posse, pediu equilíbrio e serenidade às vésperas do calendário eleitoral. O novo presidente do TSE terá pela frente o desafio de conduzir o processo eleitoral de 2026 em meio a um ambiente político polarizado e com alta expectativa de judicialização da campanha.
Por: João Bosco









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