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IRÃ ENFRENTA ULTIMATO DE 10 DIAS DE TRUMP ENQUANTO EUA MOBILIZAM MEGAESTRUTURA BÉLICA NA REGIÃO

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O mundo acompanha com apreensão a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que pode levar a um novo conflito no Oriente Médio. O presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu na noite desta quinta-feira (19) um ultimato de aproximadamente 10 dias para que Teerã aceite um acordo que limite seu programa nuclear. Durante discurso na primeira reunião do recém-criado "Conselho da Paz", em Washington, Trump afirmou que, sem um entendimento, "coisas muito ruins vão acontecer no Irã". As declarações acenderam alerta na comunidade internacional e derrubaram bolsas de valores asiáticas na manhã desta sexta .

A pressão sobre o regime dos aiatolás ocorre após duas rodadas de negociações indiretas mediadas por Omã, realizadas em Genebra, que terminaram sem avanços concretos. O governo iraniano insiste em seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, enquanto Washington acusa Teerã de buscar desenvolvimento de artefatos nucleares com fins militares. "Temos que fazer um acordo significativo, senão coisas ruins acontecerão", reforçou Trump, cobrando uma posição definitiva de Teerã nos próximos dias .

Paralelamente às negociações, os EUA montaram uma das maiores estruturas bélicas já vistas na região desde a invasão do Iraque em 2003. Dados de monitoramento marítimo e por satélite indicam a presença de dois porta-aviões — USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford — com suas respectivas esquadras e mais de 180 aeronaves embarcadas. Aviões de combate F-35, F-22 e F-16, além de tanques e aviões de reconhecimento, foram posicionados em bases no Catar, Jordânia e em outros países do Golfo Pérsico, cercando o Irã por terra, mar e ar .

A estratégia norte-americana inclui ainda o controle de dez bases militares em países vizinhos ao Irã, além da manutenção de efetivos em outras nove instalações na região. O Pentágono já teria apresentado a Trump opções de ataques que incluem alvos como instalações nucleares, silos de mísseis balísticos e lideranças políticas e militares iranianas, com potencial para desestabilizar completamente o governo de Teerã. Enquanto isso, a comunidade internacional reage com cautela: a Polônia orientou seus cidadãos a deixarem o Irã, a Alemanha reduziu sua presença militar no Iraque, e a Rússia pediu moderação, alertando para uma "escalada sem precedentes" na região

Por: João Bosco

Gráfico: Renée Rigdon/CNN


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