HOMEM INCENDEIA CASA COM FAMÍLIA DENTRO EM TENTATIVA DE FEMINICÍDIO EM POÇOS DE CALDAS
- jbcomunicacoes100
- 26 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Um homem de 37 anos foi preso em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, após incendiar a própria casa com a mulher, de 31 anos, e a filha do casal, de apenas 2 anos, ainda no interior da residência. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro, no bairro São José, transformando uma data simbolicamente voltada para a paz e a fraternidade em um cenário de violência extrema. As duas vítimas foram resgatadas com vida, mas permanecem internadas em estado grave na Santa Casa da cidade, tratando de queimaduras extensas. O caso está sendo registrado pela polícia como tentativa de feminicídio, um crime que visa a mulher em razão de sua condição de gênero.

Os detalhes do ocorrido revelam uma sucessão de ataques brutais. Antes de provocar o incêndio, o agressor já havia agredido fisicamente a companheira, desferindo um soco em seu rosto quando ela tentou se proteger, trancando-se no banheiro. A Polícia Militar, acionada, encontrou a casa já tomada pelas chamas ao chegar ao local. Em um ato de desespero, a mulher conseguiu escapar do imóvel, mas a criança pequena ficou presa no interior. Foi então que um sargento da PM, demonstrando extrema coragem, adentrou a residência em chamas e realizou o resgate da menina.

Os danos físicos sofridos pelas vítimas são severos. A mulher apresenta queimaduras em aproximadamente 15% do corpo, enquanto a criança, mais vulnerável, sofreu queimaduras em cerca de 25% de sua superfície corporal, um quadro particularmente crítico devido à sua tenra idade. O agressor, que também foi encontrado no local, apresentava um corte no rosto. Ele recebeu atendimento médico inicial em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, foi conduzido à delegacia, onde foi formalmente preso.

Em sua declaração à polícia, o homem atribuiu suas ações a um misto de ciúmes e ao consumo excessivo de bebida alcoólica. No entanto, especialistas alertam que tais fatores, embora possam ser catalisadores, não justificam a violência, que frequentemente é o ápice de um histórico de agressões e controle dentro do relacionamento.
Por: João Bosco








Comentários