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HOMEM INCENDEIA CASA COM FAMÍLIA DENTRO EM TENTATIVA DE FEMINICÍDIO EM POÇOS DE CALDAS

Um homem de 37 anos foi preso em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, após incendiar a própria casa com a mulher, de 31 anos, e a filha do casal, de apenas 2 anos, ainda no interior da residência. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro, no bairro São José, transformando uma data simbolicamente voltada para a paz e a fraternidade em um cenário de violência extrema. As duas vítimas foram resgatadas com vida, mas permanecem internadas em estado grave na Santa Casa da cidade, tratando de queimaduras extensas. O caso está sendo registrado pela polícia como tentativa de feminicídio, um crime que visa a mulher em razão de sua condição de gênero.

Os detalhes do ocorrido revelam uma sucessão de ataques brutais. Antes de provocar o incêndio, o agressor já havia agredido fisicamente a companheira, desferindo um soco em seu rosto quando ela tentou se proteger, trancando-se no banheiro. A Polícia Militar, acionada, encontrou a casa já tomada pelas chamas ao chegar ao local. Em um ato de desespero, a mulher conseguiu escapar do imóvel, mas a criança pequena ficou presa no interior. Foi então que um sargento da PM, demonstrando extrema coragem, adentrou a residência em chamas e realizou o resgate da menina.

Os danos físicos sofridos pelas vítimas são severos. A mulher apresenta queimaduras em aproximadamente 15% do corpo, enquanto a criança, mais vulnerável, sofreu queimaduras em cerca de 25% de sua superfície corporal, um quadro particularmente crítico devido à sua tenra idade. O agressor, que também foi encontrado no local, apresentava um corte no rosto. Ele recebeu atendimento médico inicial em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, em seguida, foi conduzido à delegacia, onde foi formalmente preso.

Em sua declaração à polícia, o homem atribuiu suas ações a um misto de ciúmes e ao consumo excessivo de bebida alcoólica. No entanto, especialistas alertam que tais fatores, embora possam ser catalisadores, não justificam a violência, que frequentemente é o ápice de um histórico de agressões e controle dentro do relacionamento.

Por: João Bosco

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