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GAFE ECONÔMICA DE HADDAD EM ENTREVISTA ACENDE ALERTA SOBRE PREPARO TÉCNICO PARA O GOVERNO DE SP

29 de jul.
2 min de leitura

O ex-ministro da Fazenda e atual candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, protagonizou um constrangimento público durante entrevista ao jornalista Heródoto Barbeiro, ao classificar a Sabesp, a Petrobras e o Banco do Brasil como empresas estatais. O equívoco, flagrante para especialistas e até mesmo para estudantes de economia, gerou reação imediata do entrevistador, que prontamente corrigiu o candidato, destacando que as três companhias são, na verdade, sociedades de economia mista, com capital aberto e ações negociadas na Bolsa de Valores. O episódio, registrado ao vivo, rapidamente viralizou nas redes sociais e passou a ser usado por opositores como símbolo de uma suposta desconexão entre o discurso do petista e a realidade do mercado financeiro.

Isso é o básico para qualquer leitor que entende o mínimo de economia, a distinção entre estatal pura e economia mista é matéria elementar, presente inclusive em apostilas de pré-vestibular. Enquanto uma empresa estatal tem seu capital integralmente pertencente ao poder público, as sociedades de economia mista dividem seu capital entre o Estado e investidores privados, com ações livremente negociadas no mercado, ainda que o controle acionário permaneça nas mãos do governo. O erro, portanto, não foi apenas terminológico, mas conceitual — e ganha contornos mais graves por partir de quem já ocupou o comando da política econômica do país.

Para analistas políticos e econômicos ouvidos pela reportagem, a gafe expõe uma fragilidade que vai além do deslize momentâneo. "Um candidato ao Palácio dos Bandeirantes, que administrará um orçamento bilionário e terá sob sua gestão empresas como a própria Sabesp, precisa dominar com segurança a natureza jurídica e financeira das organizações que compõem o Estado", ressaltam os cientistas políticos. O episódio, segundo especialistas, pode prejudicar a imagem de Haddad entre o eleitorado mais atento a questões de gestão e governança, especialmente num estado que concentra o maior parque industrial e o mais sofisticado mercado financeiro do país.

Resta agora saber se o candidato tratará o ocorrido como um simples erro de comunicação ou se o episódio motivará uma revisão mais ampla de sua comunicação e de seu domínio sobre temas econômicos básicos. Enquanto a campanha ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso, adversários já colhem material para explorar a suposta falta de preparo técnico do ex-ministro. O futuro político de Haddad em São Paulo pode depender, em boa medida, de como ele converterá esse tropeço em aprendizado — e de como conseguirá convencer o eleitorado paulista de que, apesar da gafe, tem plenas condições de gerir a maior economia estadual da federação.

Por: João Bosco


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