FUNGO GENITAL RESISTENTE A TRATAMENTOS PREOCUPA ESPECIALISTAS E PODE SE ESPALHAR PELO MUNDO
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Uma nova cepa do fungo Trichophyton mentagrophytes, que causa infecções genitais e é classificada como infecção sexualmente transmissível (IST), acendeu o alerta da comunidade médica internacional após seu surgimento nos Estados Unidos em 2025. Em entrevista, Neil Stone, médico infectologista da University College London Hospital, na Inglaterra, afirmou que a disseminação global da doença é inevitável. "Cabe aos médicos reconhecê-la, realizar os testes apropriados e buscar aconselhamento de especialistas para o tratamento", advertiu o especialista, destacando a necessidade de preparação dos sistemas de saúde para identificar e conter a propagação do fungo.

O fungo é transmitido principalmente pelo contato direto com a pele infectada durante as relações sexuais, mas também pode ser contraído de forma indireta por meio do compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas de cama e vestuário. Essa facilidade de transmissão acende um alerta para a rápida propagação do fungo, que já tem casos confirmados na França, Alemanha e Espanha, além dos registros de 13 casos contabilizados nos Estados Unidos. A característica do fungo de se alimentar de pele morta, cabelo e tecido ungueal favorece sua proliferação em áreas úmidas e de difícil ventilação.

Os primeiros sintomas da infecção costumam surgir em até três semanas após o contato com o fungo, começando com uma mancha avermelhada e pruriginosa (que causa coceira intensa) na pele da região genital. O grande motivo de preocupação entre médicos e cientistas é a resistência da doença aos antifúngicos convencionais, o que pode prolongar o desconforto dos pacientes e dificultar o controle da transmissão. Embora não seja uma doença fatal, a infecção preocupa pela dificuldade terapêutica e pelo impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Diante do cenário, infectologistas de diversos países reforçam a necessidade de vigilância epidemiológica e capacitação dos profissionais de saúde para identificar corretamente a infecção e realizar os testes apropriados. Até que novos tratamentos mais eficazes estejam disponíveis, a recomendação para a população é redobrar os cuidados com a higiene pessoal, evitar o compartilhamento de objetos íntimos, medida que também protege contra outras ISTs. A prevenção, neste momento, segue sendo a melhor estratégia para conter o avanço do fungo.




