top of page

FUNCIONÁRIO É INVESTIGADO POR USO DE ATESTADOS FALSOS EM VARGINHA (MG)

7 de jun.
2 min de leitura

A Prefeitura de Varginha, no Sul de Minas Gerais, abriu uma investigação para apurar a suposta falsificação de atestados médicos apresentados por um funcionário de uma empresa estabelecida no município. De acordo com as primeiras informações, o trabalhador entregou quatro documentos que justificariam 14 dias de afastamento. A suspeita de irregularidade surgiu após a própria companhia começar a desconfiar da autenticidade dos papéis e decidir procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local para verificar a procedência das informações.

Ao serem analisados pela unidade de saúde, os atestados levantaram diversos indícios de adulteração. Um dos documentos trazia a assinatura de um médico que nunca trabalhou na UPA de Varginha. Outro profissional que atua na unidade reconheceu o próprio nome no documento, mas negou veementemente ter assinado o atestado. Diante das discrepâncias, a direção da UPA concluiu que há fortes indícios de que o próprio funcionário tenha adulterado os papéis.

Os investigadores também identificaram erros grosseiros na grafia do carimbo utilizado com o nome de um dos médicos — um detalhe técnico que, segundo especialistas, costuma ser decisivo na comprovação de falsificação documental. O conjunto das inconsistências reforçou a tese de que os atestados não passam de cópias fraudulentas. A empresa já entregou todos os documentos originais à administração municipal, que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do empregado.

A responsável pelo setor de atendimento da UPA afirmou, em nota, que não há qualquer indício de participação de servidores ou profissionais da unidade no esquema. A investigação segue sob sigilo, e o funcionário poderá responder por falsidade ideológica e estelionato, já que o uso de atestados falsos pode configurar crime contra a fé pública e contra o patrimônio da Previdência. Caso seja comprovada a fraude, o trabalhador poderá ser demitido por justa causa e ainda responder criminalmente. A Prefeitura de Varginha informou que aguarda a conclusão dos levantamentos para tomar as medidas cabíveis.

Por: João Bosco

Comentários


Compartilhar Notícia

bottom of page