Filarmônica de Varginha estreia duas obras mundiais e uma mineira em concerto gratuito no Theatro Capitólio
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No próximo domingo, 26 de abril, a Filarmônica de Varginha sobe ao palco do Theatro Capitólio para uma manhã que promete entrar para a história da música brasileira. A partir das 10h30, o público poderá conferir um programa que atravessa criação, destruição e memória, com três estreias: duas mundiais e uma em Minas Gerais. A entrada é gratuita, e os ingressos estão disponíveis por meio do link oficial da Filarmônica.
O concerto será aberto com "Elegia a quem eu costumava ser" (2026), da compositora Ágatha Lima, em estreia mundial. A obra parte de uma pergunta essencial sobre o processo de reinvenção pessoal: o que resta de nós quando nos transformamos — e o que inevitavelmente se perde ao longo do caminho. A peça promete envolver a plateia em uma atmosfera introspectiva e sensível, marcando a primeira das duas estreias globais da manhã.

Em seguida, outra obra inédita no mundo entra em cena: "Holocausto" (1980), de Maria Helena Rosas Fernandes. Escrita há mais de quatro décadas, a peça só agora chega ao público, dividida em seis movimentos que narram desde a criação do mundo — com seus rios, árvores, baleias e aves — até o momento em que a humanidade destrói o que foi criado. A obra é uma parábola ecológica e política de forte apelo contemporâneo, que dialoga com as urgências ambientais e sociais da atualidade.

Fechando o programa, o público poderá conferir a estreia mineira de "Histórias de Pescador" (2025/1957), da pianista e compositora Ilza Nogueira, baseada em temas de Dorival Caymmi. A obra transita entre a tradição oral e a sofisticação erudita, costurando o mar, a espera, a partida e a morte com a beleza crua da música brasileira. A apresentação é viabilizada com patrocínio do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Aprovar Agropecuária e da Fertipar Sudeste, além do apoio do Posto Líder, Sabor de Minas Restaurante, Viana Arantes Advocacia, Quinas Produtora de Conteúdo, Fundação Cultural de Varginha e Prefeitura Municipal de Varginha. A entrada é gratuita — uma oportunidade rara de testemunhar a história acontecendo ao vivo no palco da Filarmônica.









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