ENCONTRO NA FLY HOUSE REÚNE MAIS DE 120 ENGENHEIROS E DEBATE RUMOS DO SISTEMA CONFEA/CREA NO SUL DE MINAS
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A Fly House Eventos, em Varginha, sediou um encontro que reuniu mais de 120 engenheiros e profissionais da construção civil do Sul de Minas Gerais. A agenda tratou de temas estratégicos como representação profissional, participação da categoria e os próximos rumos do Sistema Confea/Crea (Conselho Federal e Regional de Engenharia e Agronomia) e da Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais). Também foram apresentadas propostas relacionadas às candidaturas para os conselhos da engenharia e para a Mútua-MG, em uma conversa voltada à mobilização dos profissionais da região. O evento evidenciou a articulação da categoria em torno de pautas que vão desde a valorização técnica até a defesa da responsabilidade social da engenharia.

Para a diretora de Comunicação da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Varginha e Região (AVEA), Paula Reis Chaves Cincoetti, a presença de profissionais de Varginha e de outras cidades da região demonstrou a força da articulação da categoria. “É muito importante para nós de Varginha estarmos hoje neste evento, onde reunimos engenheiros de Varginha e da região do Sul de Minas. Isso mostra a força da engenharia”, afirmou. Ela também destacou a presença feminina no encontro e a relação com o programa Crea Mulher: “A engenharia também está abrindo um braço muito importante para a mulher. Hoje, neste evento, temos diversas engenheiras representadas. Isso é muito importante para nós”. A fala reforça a crescente participação feminina em áreas historicamente dominadas por homens e a necessidade de políticas institucionais de acolhimento e valorização.

O encontro contou com a presença de Marcos Gervásio, presidente licenciado do Crea-MG, que defendeu a valorização técnica da engenharia e da agronomia como parte essencial da cadeia produtiva brasileira. Segundo Gervásio, o profissional precisa ser reconhecido tanto nas grandes empresas quanto nos pequenos municípios, onde a presença da engenharia é decisiva para infraestrutura, agronegócio e qualidade de vida. “Nosso compromisso é colocar a engenharia mineira e também a engenharia nacional no patamar mais alto de qualidade, de respeito técnico e de autoridade técnica. O engenheiro tem que ser reconhecido onde quer que ele esteja, seja em uma grande empresa, seja em um pequeno município, porque os pequenos municípios também precisam muito da engenharia, da infraestrutura e do agronegócio”, afirmou. A fala ecoou entre os participantes, que apontaram a falta de fiscalização e o exercício ilegal da profissão como desafios recorrentes no interior.

Gervásio também relacionou a valorização profissional à responsabilidade técnica nas obras e empreendimentos. Para ele, todo serviço de engenharia e agronomia deve contar com profissional habilitado e empresa regularizada no Conselho. “A nossa discussão é que todo empreendimento da engenharia e da agronomia tenha sempre um profissional responsável, tenha sempre uma empresa legal registrada no nosso conselho. Só assim nós vamos entregar à sociedade qualidade de vida, conforto e, o mais importante, respeito à vida, defendendo sempre a vida”, disse. O encontro na Fly House Eventos consolidou-se como um espaço de articulação regional, e os organizadores já anunciaram a intenção de promover novas edições, ampliando o diálogo com engenheiros de cidades vizinhas e fortalecendo a atuação do Sistema Confea/Crea no Sul de Minas.








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