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DISPUTA POR PODA DE MANGUEIRA TERMINA COM DUAS MORTES NA ZONA RURAL EM MINAS GERAIS

  • 12 de ago.
  • 2 min de leitura

Uma discussão aparentemente banal sobre a poda de uma mangueira culminou em um duplo homicídio na tarde desta terça-feira (11), no distrito de Córrego do Belém, zona rural do município de São Domingos das Dores, na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. As vítimas foram identificadas como Miguel Chagas da Silva, de 75 anos, e Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, ambos com morte constatada ainda no local, antes da chegada do socorro médico. O crime, que chocou a pequena comunidade rural, teve como estopim um desentendimento sobre os limites entre corte e poda de uma árvore frutífera.

De acordo com as primeiras informações apuradas pela Polícia Militar, o idoso Miguel Chagas da Silva surpreendeu Eberton e seu filho — cujo nome não foi divulgado — enquanto eles realizavam a poda da mangueira. Irritado com a intervenção na árvore, Miguel teria ordenado que os dois interrompessem imediatamente o serviço. Ao ouvir de Eberton que se tratava apenas de uma poda e não de um corte definitivo, o septuagenário teria sacado um revólver calibre 38 e efetuado dois disparos contra o homem de 41 anos, atingindo-o fatalmente.

Em meio ao desespero, o filho de Eberton reagiu e entrou em luta corporal com o agressor, conseguindo tomar-lhe o revólver. Durante o confronto, o jovem efetuou um disparo contra Miguel, que também veio a óbito no local. Logo após o ocorrido, o rapaz saiu correndo em busca de ajuda, ainda com a arma em mãos, que posteriormente foi entregue voluntariamente aos militares da guarnição acionada para atender à ocorrência. A perícia técnica realizada no corpo de Miguel revelou que ele portava no bolso da calça outras nove munições intactas, indicando que o idoso estava preparado para um confronto mais prolongado.

As autoridades instauraram inquérito para investigar as circunstâncias exatas do duplo homicídio, incluindo a legítima defesa alegada pelo filho de Eberton. A Polícia Civil deve esclarecer se a reação do jovem se enquadra nos limites da proporcionalidade. O caso reforça o alerta para a escalada de violência motivada por conflitos cotidianos no interior mineiro, onde discussões por limites de terras, árvores e divisas muitas vezes acabam em tragédias evitáveis. O corpo das vítimas foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caratinga para exames complementares.

Por: João Bosco

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