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DISPARIDADE NOS GASTOS DE CAMPANHA E O PAPEL DAS FAKE NEWS NA DESINFORMAÇÃO DO ELEITOR

há 5 horas
2 min de leitura

No final desta semana, chamou a atenção a apresentação de contas dos candidatos referente ao impulsionamento de propaganda política. A diferença entre o que mais gastou e o que menos gastou é, no mínimo, questionável.

Em primeiro lugar, aparece o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, com um gasto de R$ 4.409.207, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com R$ 702.793. Em terceiro lugar, vem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 192,6 mil, seguido por Augusto Cury (Avante), com R$ 192,6 mil. Romeu Zema (Novo) gastou R$ 95,2mil, e Renan Santos (Missão) que gastou R$ 85,6 mil.

Impressiona a diferença entre o que mais gastou e o que menos gastou: uma disparidade de R$ 4.409.121 milhões. O que explica um gasto tão elevado? Em segundo lugar, Flávio Bolsonaro, um gasto 6,27 vezes menor que o primeiro colocado quando o assunto é gastar. A diferença torna-se ainda maior quando se compara com o gasto do candidato Ronaldo Caiado, de R$ 192,6mil, uma diferença de 22,89 vezes em relação ao candidato do PSD. Augusto Cury vem logo em seguida, com um gasto de R$ 132,3 mil, seguido por Romeu Zema, com R$ 95,2mil, e, por último, Renan Santos, com R$ 85,6 mil. A diferença entre o gasto do PT e o do Missão é de 51,5 vezes maior, e ainda estamos a uma semana da eleição — enquanto trinta milhões de brasileiros morrem de fome.

A desinformação como pano de fundo

Esses números ganham contornos ainda mais preocupantes quando se observa que, paralelamente à disparidade de recursos, as campanhas têm sido marcadas pela disseminação de fake news. Em vez de debater propostas e planos de governo, setores políticos optam por espalhar mentiras e manipular a opinião pública, como se o eleitor fosse incapaz de discernir a verdade.

A prática da desinformação não apenas corrói a confiança nas instituições, mas também desvia o foco do que realmente importa: a apresentação de soluções concretas para os problemas do país. Enquanto isso, milhões de brasileiros seguem enfrentando a fome e a falta de perspectivas, e o debate político se transforma em um espetáculo de mentiras e manipulações.

Por: João Bosco

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