Daniel Vorcaro, Sócio da SAF do Galo, é Preso em Operação da Polícia Federal
- jbcomunicacoes100
- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Natural de Belo Horizonte, o empresário de 42 anos é formado pela Fundação Torino e concluiu um MBA em 2007 no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Sua trajetória acadêmica, focada no setor financeiro, forneceu-lhe a base técnica e estratégica necessária para atuar em posições de liderança no mercado de capitais. Essa formação especializada foi fundamental para sua atuação posterior, permitindo-lhe compreender as complexidades do sistema financeiro brasileiro e internacional.

Assumiu o comando do Banco Master em 2018, quando a instituição ainda se chamava Banco Máximo. Sob sua liderança, ele foi diretamente responsável por um período de notável expansão, impulsionando não apenas as operações de crédito tradicionais, mas também a criação e o crescimento de uma corretora de investimentos e um fundo de investimentos próprios. Esse movimento estratégico diversificou os negócios do banco e ampliou sua atuação no mercado financeiro, consolidando-o como uma instituição mais complexa e abrangente.

Sua atuação no mundo dos negócios extrapolou o setor financeiro, ganhando destaque no cenário esportivo nacional. Vorcano participou da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético Mineiro com um aporte inicial de R$ 100 milhões em 2023. Em 2024, aumentou significativamente sua participação, elevando o investimento para R$ 200 milhões e, posteriormente, para R$ 300 milhões. Atualmente, ele detém 26,9% das ações da SAF do clube, posicionando-se como um dos principais acionistas e um agente fundamental no projeto esportivo.

Entretanto, em 2024, Vorcano passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal. As apurações concentram-se nos fundos de investimentos utilizados por ele para adquirir sua parte na SAF do Galo. De acordo com as autoridades, o verdadeiro motivo da investigação é apontar uma possível ligação com um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação levantou questões sobre a origem dos vultosos recursos aplicados no clube mineiro.

Conforme a Polícia Federal, as investigações tiveram início após o MPF apurar uma possível criação de carteiras de crédito fictícias por uma instituição financeira sob sua influência. A investigação, que corre em sigilo, aponta para supostos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e participação em organização criminosa. O caso, que ainda está em fase de apuração, colocou sob os holofotes a interseção entre o alto financiamento do futebol brasileiro e a investigação de crimes financeiros de grande escala.
Por: João Bosco
Foto: Divulgação








Comentários