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CRUZEIRO VENCE POUSO ALEGRE NOS ACRÉSCIMOS, MAS ATUAÇÃO MORNA ACENDE ALERTA PARA A FINAL

  • 1 de mar.
  • 2 min de leitura

Uma vitória "café com leite". É assim que se pode classificar o triunfo magro e suado do Cruzeiro sobre o fraco Pouso Alegre, na noite deste sábado (28), no Mineirão, em Belo Horizonte. Pela semifinal do Campeonato Mineiro, a equipe celeste enfrentou enormes dificuldades para superar o modesto time do interior e avançar à decisão estadual. Com um elenco infinitamente superior e a obrigação de impor seu ritmo diante da torcida, o Cruzeiro só conseguiu furar a retranca adversária aos 51 minutos do segundo tempo, quando Kaio Jorge marcou o único gol da partida, salvando a equipe de um resultado lastimável.

A proposta de jogo do Pouso Alegre ficou evidente desde o apito inicial. A equipe do interior não veio em busca da vitória nem demonstrou ambição de construir um resultado positivo no tempo regulamentar. Jogando exclusivamente do meio de campo para trás, o time montou uma retranca respeitável, com linhas defensivas fechadas e pouco espaço para a troca de passes celeste. Quando a barreira era quebrada, surgia a figura do goleiro Thiago Braga, que se tornou o grande protagonista da partida ao longo dos 90 minutos, realizando defesas difíceis e segurando o ímpeto do Cruzeiro.

Mais preocupante que a dificuldade para furar o bloqueio adversário, no entanto, foi mais uma vez a queda de rendimento da equipe cruzeirense ao longo das etapas. O problema, que já se arrasta desde o início da temporada, voltou a se repetir: um primeiro tempo agressivo, de pressão e criação de oportunidades, seguido por uma segunda etapa passiva, sem tanta intensidade. O padrão preocupa a comissão técnica, já que a maioria dos gols sofridos pela equipe neste ano ocorreu justamente nos minutos finais das partidas, comprometendo resultados e expondo fragilidades físicas e táticas.

As substituições realizadas ao longo do segundo tempo também acenderam um sinal de alerta. Diferentemente do que se viu em 2025, quando o banco de reservas era capaz de manter ou até elevar o nível de atuação, as trocas neste início de temporada não têm surtido efeito. A queda de rendimento de alguns atletas titulares é visível, e aqueles que entram em campo durante a etapa complementar não conseguem imprimir a mesma agressividade necessária para furar defesas adversárias fechadas ou controlar o ritmo de jogo quando a equipe precisa administrar resultados.

Apesar das atuações irregulares e dos sustos ao longo da competição, o objetivo principal foi alcançado: o Cruzeiro está na final do Campeonato Mineiro. A classificação, porém, veio sobre resultados considerados vergonhosos no início da campanha, e o time chega à decisão sem ter apresentado, até o momento, um futebol convincente que justifique o favoritismo. Agora, diante dos rivais ou de um adversário igualmente motivado na grande decisão, a exigência será outra. Mais do que buscar o título, o desafio será conquistá-lo com autoridade — algo que a equipe ainda não demonstrou ter ao longo da temporada.

Por: João Bosco

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

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