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CRISE NO BANCO MASTER ABALA O STF E ACIRRA GUERRA POLÍTICA NO CONGRESSO

O caso tem gerado uma guerra de narrativas, e a direita ofensiva atua no Congresso Nacional. A crise envolvendo o Banco Master ganha novos rumos com revelações dos bastidores e tem provocado um conflito de versões, o que motivou a oposição a entrar com um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Conforme revelado pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, houve consultas do ministro ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a aprovação de negócios financeiros ligados ao Banco Master. Segundo a apuração, Alexandre de Moraes abordou Galípolo em defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, argumentando que ele seria alvo de perseguição por grandes concorrentes do setor. A alegação, no entanto, foi rebatida pela autoridade monetária, que indicou a existência de uma investigação por fraude em curso.

O episódio serve de combustível para setores da extrema direita, que enxergam em Alexandre de Moraes um de seus principais antagonistas. A animosidade se deve, em grande parte, ao histórico do ministro como relator de processos emblemáticos, como a ação que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de diversas decisões que afetaram parlamentares alinhados a esse espectro político. A defesa de um empresário sob investigação oferece, para esses grupos, uma nova oportunidade de confronto.

No campo institucional, a estratégia de oposição materializou-se com o protocolo de um pedido de impeachment no Senado, subscrito pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). Paralelamente, na Câmara dos Deputados, o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) anunciou a coleta de assinaturas para fortalecer o movimento. A iniciativa, porém, esbarra em obstáculos políticos e jurídicos, dado o quórum elevado necessário e a imunidade funcional dos ministros do STF.

Ampliando o escopo das investigações, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) defende publicamente a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O foco seria o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. A proposta de CPI busca investigar potenciais conflitos de interesse e aprofundar o exame das relações entre o Poder Judiciário e o setor financeiro, inserindo o caso em um debate mais amplo sobre ética e transparência nas instituições públicas. Por: João Bosco

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