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COVARDIA SOBRE RODAS: QUANDO O MEDO FALA MAIS ALTO QUE A COMPAIXÃO

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Mais um fato desumano aconteceu em Varginha na noite desta sexta-feira (19). Joice Batiston Delfino de Oliveira, de 27 anos, saiu de casa para assistir ao jogo da Seleção Brasileira com amigos, mas não chegou ao seu destino.

Ela foi atropelada violentamente na Avenida Perimetral e encontrada pela Polícia Militar já caída no asfalto. Foi socorrida logo em seguida com a chegada do Corpo de Bombeiros, que constatou ferimentos por todo o corpo, principalmente na região superior. Joice foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.

O que mais chama a atenção, porém, não é apenas a brutalidade do impacto, mas a absoluta falta de humanidade do condutor. Ao invés de frear, prestar socorro ou ao menos acionar os bombeiros, ele escolheu o caminho mais vil: acelerar para fugir, como se a vida de Joice não passasse de um obstáculo no asfalto. Essa atitude revela não só um desprezo criminoso pela lei, mas também uma completa ausência de caráter – afinal, quem foge de uma cena de atropelamento demonstra que seu maior medo não é matar, mas ser responsabilizado por isso.

É revoltante pensar que, enquanto Joice agonizava no chão, o motorista provavelmente calculava mentalmente as chances de escapar da polícia, em vez de sentir remorso ou compaixão. Diante disso, fica a pergunta que não quer calar: até quando motoristas irresponsáveis tratarão as vias públicas como pistas de corrida e as vidas alheias como meros acidentes de percurso?

Joice tinha sonhos, amigos e uma família que agora carrega um luto duplo – o da perda e o da revolta por saber que o responsável está foragido, talvez dirigindo novamente como se nada tivesse acontecido. Que esse caso não caia no esquecimento, e que as autoridades façam valer a lei, para que a covardia sobre rodas encontre, enfim, um freio.

Por: João Bosco

 

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