BRASIL SEGUE ENTRE OS PAÍSES MAIS CORRUPTOS DO MUNDO, APONTA RANKING INTERNACIONAL
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Relatório da Transparência Internacional divulgado nesta terça-feira (9) coloca o Brasil na 107ª posição entre 182 nações. País repete pontuação do ano anterior e fica abaixo da média global
O Brasil continua entre os países com os piores índices de percepção da corrupção no mundo. É o que revela a mais recente edição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgada nesta terça-feira (9) pela Transparência Internacional. Com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100 — onde quanto menor a nota, maior a corrupção percebida —, o país ocupa a 107ª posição em um ranking de 182 nações.

A pontuação brasileira se mantém estagnada em relação ao levantamento anterior e fica abaixo da média global, que é de 42 pontos. O resultado coloca o Brasil na contramão dos países que avançaram no combate à corrupção e reforça um cenário marcado por escândalos recorrentes e baixa efetividade punitiva.
Cenário internacional e regional
No topo da lista dos países considerados menos corruptos estão Dinamarca e Finlândia, ambas com 89 pontos. Já na América do Sul, o Chile é o mais bem posicionado, com 68 pontos, seguido por Uruguai (73ª posição) e Argentina (98ª). Na extremidade oposta, a Venezuela figura como o terceiro país mais corrupto do mundo, com apenas 10 pontos, à frente apenas da Somália e do Sudão do Sul.

Problemas estruturais e críticas recorrentes
Segundo a Transparência Internacional, o desempenho brasileiro é reflexo de fragilidades históricas e estruturais. O relatório aponta que o país sofre com a impunidade sistêmica, o financiamento do crime organizado e a utilização da advocacia como instrumento para burlar investigações e desviar recursos públicos.
A organização também destaca que o Brasil acumula sucessivos casos de corrupção sem que haja avanços significativos nas instituições de controle e justiça. “O cenário brasileiro é marcado por um ambiente de baixa responsabilização e crescentes tentativas de enfraquecer mecanismos de transparência”, afirma trecho do documento.

Série histórica indica estagnação
Levantamentos anteriores já apontavam a dificuldade do Brasil em evoluir no combate à corrupção. Em 2022, o país também marcou 38 pontos; em 2021, 36; e agora repete os 35 registrados em 2023. A pontuação atual é a mesma obtida há uma década, o que indica ausência de políticas efetivas e contínuas no setor.
Especialistas avaliam que, sem reformas institucionais profundas e maior independência dos órgãos de controle, o país tende a permanecer no grupo das nações com grave percepção de corrupção.
Por: João Bosco
Arte: JusBrasil








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