BEBÊ MORRE SOB SUSPEITA DE ESPANCAMENTO NO SUL DE MINAS; MÃE É PRESA E PADRASTO, DE 17 ANOS, ESTÁ FORAGIDO
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Uma tragédia chocou a cidade de Areado, no Sul de Minas Gerais, neste sábado (16). Uma criança de apenas 2 anos e 2 meses, identificada como Deivid da Silva Ribeiro, morreu com fortes suspeitas de espancamento. O menino deu entrada no hospital local já sem sinais vitais, por volta das 0h50. Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como homicídio, e as investigações apontam para agressões repetidas praticadas pelo padrasto da vítima, um adolescente de 17 anos que permanece foragido.

Os médicos que atenderam a criança logo desconfiaram da versão inicial apresentada pela mãe, de que o bebê teria engasgado. De acordo com o boletim médico, o garoto apresentava sangramento na garganta, lesões incompatíveis com engasgo e parada cardiorrespiratória. A equipe de plantão tentou reanimá-lo por aproximadamente uma hora, mas não obteve sucesso. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico, que posteriormente descartou o engasgo como causa da morte.

Horas depois do falecimento de Deivid, o irmão gêmeo da vítima também deu entrada no mesmo hospital, apresentando evidentes sinais de agressão física. A criança foi levada pela tia, que suspeitou de violência doméstica. Diante dos ferimentos no segundo menino, a polícia foi acionada e conduziu a mãe à delegacia. Em depoimento, a mulher confessou que o padrasto das crianças era o autor das agressões, que vinham ocorrendo de forma recorrente. A mãe foi presa em flagrante e responderá por homicídio, tortura e maus-tratos.

A Polícia Civil de Minas Gerais segue agora em buscas para localizar o padrasto de 17 anos, cujo nome não foi divulgado por ele ser menor de idade. O adolescente é considerado foragido e pode responder por ato infracional análogo a homicídio qualificado. O caso comoveu a pequena cidade da região Sul do estado e reacendeu o alerta para a importância da denúncia de violência contra crianças e adolescentes, que pode ser feita anonimamente pelo Disque 100. O IML deve concluir o laudo pericial nos próximos dias para definir com exatidão a dinâmica das agressões que levaram à morte do bebê.
Por: João Bosco
Foto: Redes Sociais








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