Augusto Aras rebate "Se fosse do MST, estaria no Supremo"

12.08.2019

 

A indicação de Augusto Aras para o lugar de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República  pode ser uma ameaça à Operação Lava-Jato. 

Em suas declarações no passado, o subprocurador-geral, seu nome foi associado como  esquerdista. 

Aras deu uma entrevista neste domingo (11), à Folha de São Paulo, onde criticou o julgamento do STF que criminalizou homofobia, chamou de inaceitável a "ideologia de gênero". Augusto Aras defendeu o pacote anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro. 

"Essa política de medo tem consequências desastrosas, que é o crescimento de toda uma doutrina de direita, uma direita radical", disse Aras, tempos atrás.

Perguntado se hoje ele enquadraria o governo Bolsonaro na "direita radical" que criticou em 2016, Aras respondeu que não.

“Não enquadro por uma razão simples: uma coisa é se fazer um trabalho ideológico de radicalização, outra coisa é se fazer um trabalho, ainda que seja partidário, de defesa da segurança pública e da segurança nacional. Entendo que o presidente Bolsonaro vem buscando a segurança pública e segurança nacional como valor essencial”, afirmou Aras.

“Uma coisa é uma doutrina, como a pasta na Hungria (com Viktor Orbán), por exemplo, essa política da lei e da ordem que está em curso em vários lugares no mundo tende ao radicalismo. Não se trata de um fenômeno brasileiro, se trata de uma doutrina que foi exposta naquele ambiente (em 2016) de perguntas acerca de diversos pontos”.

“Editaram também um discurso meu numa audiência pública, no ano de 2018, versando sobre a criminalização dos movimentos sociais. Pinçaram o nome do MST, como se eu fosse um defensor do MST. Certamente se eu fosse do MST eu estaria sentado no Supremo Tribunal Federal, não estaria me rebelando contra um estado de coisas que emerge exatamente do período em que o MST esteve criando situações de desconforto para os proprietários rurais”, afirmou Aras.

“Se representantes ou adeptos desses movimentos cometem crimes, atentam contra o patrimônio privado de qualquer pessoa, essas pessoas devem ser punidas civil e criminalmente. Podem até, no plano das invasões, serem repelidas pela legítima defesa da propriedade, que é uma excludente de criminalidade e pode eximir, no caso de morte, aquele que defende sua propriedade de eventual invasão e de qualquer cometimento de crime”, acrescenta Augusto Aras.

Será que essas associações ao subprocurador-geral são fantasias dos Bolsonaristas nas redes sociais?

 

 

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