A Justiça Federal de São Paulo torna Aécio Neves réu por corrupção passiva e obstrução à Justiça

06.07.2019

 

Ratificando a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o deputado Federal Aécio Neves (PSDB - MG) réu pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça. Andrea Neves, também responderá na primeira instância, além do primo Frederico Pacheco e Mendherson de Souza Lima, ex-assessor do ex-senador Zezé Perrella.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República foi aceita em abril por 4 votos a 1, quando acusa Aécio Neves de recebimento de 2 milhões de reais da JBS em 2017. Aécio também foi acusado de constranger a operação Lava-Jato, por meio de projetos de anistia de caixa dois e de abuso de autoridade no Congresso Nacional, além do direcionamento de delegados para assumir inquéritos específicos para beneficiá-lo.

O Juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal, foi o responsável por ratificar o entendimento do STF. Como Aécio Neves não é mais senador, o processo foi enviado a 1ª instância por entendimento do próprio STF.

Aécio Neves está intimado a prestar resposta à acusação. O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o ex-senador, até então, não foi encontrado.

A denúncia foi formulada pelo ex-procurador-geral da república, Rodrigo Janot no âmbito das delações premiadas de executivos do Grupo J&F, que controla a JBS, operação deflagrada em maio de 2017.

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