Troca de presidência da Petrobras mostra que Michel Temer já não tem mais força política mesmo no MDB

03.06.2018

 

Os cofres públicos, a balança comercial e o mercado interno sofreram com prejuízos acima de R$ 100 bilhões na semana passada com a greve dos caminhoneiros. O Brasil deixou de exportar mais de 30 milhões de dólares, os Impostos e a movimentação financeira interna despencaram. O governo brasileiro desdenhou da classe e não levou à sério a princípio o movimento dos caminhoneiros. O movimento ganhou força de Norte a Sul do país, o que poderia ser apenas uma revolta local com atenção da presidência, teve a aderência da população, o que o governo não esperava. O Brasil focou seus protestos na política de aumentos dos combustíveis efetivado pela Petrobras. Com a paralisação total dos transportes , o governo tratou de movimentar sua equipe econômica para tomar providências quanto a greve instalada. Pedro Parente, na TV, foi radical. A política não muda e os descontos cedidos pelo governo teriam que ser ressarcidos a estatal. De que forma?   Ele não explicou! Dentro do próprio governo já havia departamentos descontentes com a forma de reajustes dos combustíveis adotados por Parente. Começaram então, à criticar o presidente da Petrobras que não pensou duas vezes. Enviou uma carta ao presidente colocando o cargo à disposição. As ações da estatal despencavam na bolsa o que obrigou o presidente Michel Temer a ser rápido, apresentando um novo nome. Já dentro da equipe econômica da estatal, Temer indica Ivan Monteiro, que já fazia parte da diretoria econômica da Petrobras. Esta indicação, veio reverter em parte, os prejuízos causados na bolsa pela saída de Pedro Parente.  Para acalmar o mercado, Michel Temer informa que os critérios adotados pela estatal em relação a política de aumento dos combustíveis não teriam interferência política, dando continuidade aos trabalhos realizados pela estatal, até então.  

Todo esse imbróglio, serviu para mostrar que o presidente da república, já não tem mais força política  no comando da nação. Ele foi diretamente criticado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, numa atitude política (única) e oportunista, visando às eleições de outubro para presidente, já que, Rodrigo é supostamente, presidenciável. Todos os presidenciáveis em atitudes oportunistas e políticas, criticaram o governo, mas não disseram qual era a solução imediata para a greve  e qual atitude a ser tomada para que no futuro o Brasil não volte a parar novamente.

 

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