Vandalismo, roubos e mortes, amedrontam o Capixaba

07.02.2017

O dia foi tenso, nesta segunda-feira, no Estado do Espírito Santo. Em Vitória, Cariacica e Guarapari, ônibus foram incendiados, lojas saqueadas e 62 mortes em todo o estado.
Com a greve da polícia estadual, o clima ficou reteso e com isso, o exército foi para às ruas da capital e cidades vizinhas.
Pessoas que esperam um  ônibus para poder ir para suas casas, foram roubadas em plena luz do dia, na maior tranqüilidade nas ruas de Vitória. Os saques ao comércio em geral, resultou em um prejuízo superior a R$ 6 milhões de reais. 
O comércio teve que fechar suas portas, porque o medo tomou conta da cidade. As escolas e repartições públicas, não funcionaram.
Com a chegada do exército, a situação foi amenizada. 
A Constituição Federal de 1988 afirma, em seu artigo 42, que os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios e que se aplicam, aos militares estaduais, as regras destinadas aos militares federais. Nesse sentido, o inciso IV, do §3º, do art. 142, é expresso ao afirmar que são vedados, ao 
militar, a sindicalização e a greve. No que concerne aos militares federais, membros das Forças Armadas, não resta dúvida da impossibilidade de sindicalização e de greve. Todavia, no que concerne ao militar estadual, ainda há dúvidas, quando da aplicação e interpretação da Constituição, quanto à proibição ou não da utilização do instituto da greve. A greve dos militares estaduais, portanto, além de ser uma celeuma polêmica no campo jurídico, repercute, de forma significativa, no campo fático-social, impactando o cotidiano de toda a sociedade.

 

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