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TIRADENTES ADERE ÀS CHARRETES ELÉTRICAS E SE JUNTA A CIDADES MINEIRAS NA PROTEÇÃO ANIMAL

  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

Tradicional destino turístico de Minas Gerais, a histórica cidade de Tiradentes, no Campo das Vertentes, deu um passo significativo rumo à mobilidade sustentável e ao bem-estar animal. Na última quinta-feira (5), o município recebeu 10 charretes elétricas que vão substituir os antigos modelos puxados por cavalos nos passeios turísticos pela cidade. Com a mudança, Tiradentes segue o mesmo caminho adotado por estâncias mineiras, como Caxambu e Poços de Caldas, no Sul do estado, que já trocaram a tração animal por veículos elétricos.

A entrega dos novos veículos foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), marcando a aposentadoria definitiva dos modelos tradicionais. A medida atende a uma crescente demanda por práticas mais sustentáveis no setor turístico e também a preocupações com o bem-estar dos animais, que por décadas foram utilizados para o trabalho de tração. As charretes elétricas prometem manter o charme e a tradição dos passeios, mas com tecnologia limpa e silenciosa, preservando a atmosfera colonial da cidade sem causar sofrimento aos cavalos.

De acordo com a administração municipal, este é apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo. A expectativa é que, num futuro próximo, Tiradentes receba mais 20 unidades, consolidando de vez a transição. A ampliação do serviço visa atender à alta demanda de visitantes, especialmente durante feriados prolongados e eventos sazonais, garantindo que todos possam desfrutar dos passeios pelas ruas de pedra e ladeiras seculares sem impactos negativos aos animais.

O projeto, batizado de "Charretour", foi desenvolvido pelo Instituto Arbo e viabilizado com recursos provenientes de medidas compensatórias obtidas pelo MPMG. A iniciativa é resultado de termos de ajustamento de conduta e ações ambientais que destinam valores para causas socioambientais. A chegada das charretes elétricas representa não apenas uma modernização do serviço turístico, mas também um avanço na política de proteção animal em Minas Gerais, servindo de modelo para outras cidades históricas que ainda utilizam a tração animal.

Por: João Bosco

Foto: MPMG/Divulgação


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