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PT DESCARTA ALIANÇA COM KALIL EM MINAS E MANTÉM NEGOCIAÇÕES COM PARTIDOS DA BASE DE LULA

  • 17 de jun.
  • 2 min de leitura

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, fechou de vez a porta para uma possível aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, nas eleições estaduais de 2026. Segundo Edinho, o veto se justifica pelo fato de Kalil insistir em se colocar como candidato ao governo do estado — o que, na visão da cúpula petista, interdita qualquer composição viável. Com isso, o PT mantém negociações em curso apenas com legendas que integram a base de sustentação do presidente Lula, buscando consolidar um palanque sólido no cenário político mineiro sem abrir mão da coerência com a aliança governista federal.

Enquanto a aliança com Kalil é descartada, outro nome articula nos bastidores para atrair o apoio do PT: o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB). O emedebista, conta com o respaldo da ex-prefeita de Contagem e candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, considerada um dos nomes mais expressivos da sigla em Minas Gerais. Nos últimos dias, Marília tem sido alvo de pressões internas para que desista da disputa ao Senado e lance sua candidatura ao governo do estado — hipótese que ainda não foi descartada pela cúpula partidária.

Nos corredores de Brasília, reuniões já foram realizadas entre Edinho Silva, Gabriel Azevedo e o deputado federal Baleia Rossi (MDB) para tratar de uma possível parceria. Contudo, até o momento, os encontros não resultaram em aval formal do PT, que mantém cautela diante da indefinição do cenário eleitoral mineiro. A falta de consenso reflete a complexidade das articulações em um estado historicamente disputado, onde o partido busca construir uma chapa competitiva sem romper com os aliados estratégicos do governo federal.

Do outro lado do tabuleiro político, movimentos também ganham força na oposição em âmbito nacional. Especula-se nos bastidores a formação de uma chapa que uniria o senador mineiro Cleitinho (Republicanos) como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República em 2026. A possível composição, se concretizada, promete sacudir o eleitorado conservador e reacender a polarização entre as principais forças políticas do país, além de fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro no eleitorado mineiro.

Enquanto as articulações se intensificam nos dois campos, o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, segue firme na estratégia de governabilidade capital e amplia sua presença no interior do estado. O chefe do Executivo estadual tem percorrido municípios mineiros, conquistando prefeitos e eleitores com uma agenda de entregas e parcerias regionais. A iniciativa é vista como uma "grande sacada eleitoral", capaz de consolidar uma base capilarizada e fortalecer a imagem da gestão estadual num momento de indefinição e reorganização da oposição como força política no estado. Com isso, Simões vem crescendo significativamente nas pesquisas.

Por: João Bosco

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