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Ex-prefeito de Guapé é condenado a 17 anos de prisão por esquema de corrupção que desviou recursos públicos

  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o ex-prefeito de Guapé, no Sul de Minas, Nelson Alves Lara, a 17 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de fraude em licitação, peculato e corrupção ativa. A sentença, proferida no âmbito da Operação "Trem da Alegria", também atingiu o ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município e dois empresários da região, que tiveram penas de prisão decretadas por envolvimento no esquema criminoso. As investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revelaram um sofisticado esquema de desvio de dinheiro público que perdurou durante a gestão do ex-prefeito na cidade .

De acordo com a denúncia do MPMG, os processos licitatórios eram sistematicamente fraudados para beneficiar empresas contratadas pela prefeitura, responsáveis pelo fornecimento de caminhões, máquinas pesadas e operadores para serviços municipais. As investigações apontaram que documentos falsos eram inseridos nos procedimentos licitatórios para legitimar as contratações irregulares. Em ao menos três situações, os empresários e o ex-diretor do SAAE apresentaram comprovantes falsos de horas trabalhadas que nunca foram realizadas, apropriando-se indevidamente de aproximadamente R$ 6 mil em recursos públicos que deveriam ser destinados a obras e serviços para a população .

Além das fraudes licitatórias, o esquema incluía práticas de peculato e apropriação indébita de bens públicos. O ex-prefeito foi acusado de desviar para uso particular uma televisão que era destinada à Secretaria Municipal de Saúde, equipamento avaliado em cerca de R$ 2,5 mil. A investigação também revelou que Nelson Lara solicitou vantagem indevida a um empresário do setor de urbanização como pagamento de propina, exigindo três lotes avaliados em aproximadamente R$ 240 mil. O caso, que chocou a população da pequena cidade do Sul de Minas, segue gerando desdobramentos, com outras sete ações penais relacionadas à Operação "Trem da Alegria" ainda em tramitação no Judiciário mineiro .


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