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EX-MINISTRO DE LULA, É DETIDO E DEPORTADO DO PANAMÁ LOGO APÓS SER QUESTIONADO SOBRE DITADURA

  • 9 de mar.
  • 2 min de leitura

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do Brasil, Franklin Martins, foi surpreendentemente detido e deportado do Panamá na última sexta-feira (6), quando fazia uma escala técnica no aeroporto da Cidade do Panamá. O jornalista e político brasileiro seguia viagem para a Guatemala, onde participaria de um seminário internacional, mas teve sua rota abruptamente interrompida por agentes de imigração. O caso, que já gerou repercussão diplomática, levou o governo panamenho a pedir desculpas formais ao Brasil, classificando o ocorrido como um "equívoco" das autoridades migratórias.

De acordo com o relato de Martins ao Itamaraty, ao desembarcar para a conexão, ele foi abordado por dois policiais à paisana que solicitaram seus documentos e o conduziram a uma sala reservada no aeroporto. No local, sem qualquer explicação inicial, o ex-ministro foi submetido a um interrogatório rigoroso, teve suas impressões digitais coletadas por três vezes e foi fotografado de frente e perfil. Durante o procedimento, os agentes questionaram Martins sobre uma prisão ocorrida em 1968, durante a ditadura militar brasileira. Ele explicou que se tratava de uma detenção política, parte de sua luta contra o regime autoritário, mas ainda assim foi informado de que não poderia prosseguir viagem com base em uma lei migratória panamenha de 2008.

O desfecho do caso ocorreu por volta das 14h (horário local), quando Franklin Martins foi colocado compulsoriamente em um voo de volta ao Brasil. O ex-ministro classificou a ação como uma operação planejada, e não um procedimento fortuito. "É evidente que não se tratou de uma operação fortuita. Ela foi planejada", escreveu em comunicado à chancelaria brasileira. Martins também denunciou que lhe foi negado o direito de contatar a Embaixada do Brasil no Panamá, uma violação que gerou críticas da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de diversas autoridades políticas.

Após a intervenção do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o chanceler panamenho, Javier Martinez-Acha, entrou em contato para oferecer desculpas formais. O governo do Panamá atribuiu o episódio a uma "aplicação automática de procedimentos migratórios" baseados em sistemas de alerta e garantiu que Franklin Martins é "muito bem-vindo" e será sempre bem recebido no país. Especialistas, no entanto, apontam que o caso pode estar relacionado ao recente estreitamento das relações entre Panamá e Estados Unidos na área de segurança, que inclui acordos mais rígidos de controle migratório .



 
 
 

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