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ENTRE PROMESSAS E NÚMEROS: GOVERNO FEDERAL PERDE O CONTROLE DA INFLAÇÃO ECONÔMICA

  • 28 de mai.
  • 2 min de leitura

A projeção atual do mercado financeiro para a inflação de 2026 já extrapolou as expectativas e ultrapassou a casa dos 5%, agora em 5,04%. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o teto da meta é de 4,5%, com tolerância de 3 pontos percentuais. Ou seja, o limite superior aceitável seria de 7,5% — mas ainda assim o dado acende um sinal amarelo gravíssimo para a política econômica do governo. A pergunta que fica é: onde está o planejamento para conter a alta dos preços antes que ela corroa o poder de compra das famílias mais pobres?

A queda na expectativa de crescimento do PIB — de 2% para 1,89% — escancara outro fracasso da gestão federal. Em vez de acelerar, a economia brasileira desacelera sob o peso de decisões hesitantes, gastos públicos crescentes e falta de reformas estruturais. O mercado já estima que a Taxa Selic termine 2026 em 13,50%, patamar que inviabiliza investimentos produtivos e sufoca pequenos e médios empresários. Vale lembrar que a projeção de inflação para 2026 começou o ano em 3,7% e já disparou para 5,04%, evidenciando que o governo perdeu o leme da política monetária.

O endividamento público é talvez o ponto mais vergonhoso da atual administração. A dívida pública brasileira encerrou 2025 em 78,7% do PIB, com montante de R$ 8,635 trilhões. No atual governo, o endividamento amentou 7 pontos percentuais em proporção ao PIB. As estimativas apontam que a Dívida Pública Federal deve aumentar até o final deste ano, chegando à casa de R$ 10,3 trilhões, atingindo 82% do PIB. Números dessa magnitude significam uma única coisa: as futuras gerações pagarão a conta da irresponsabilidade fiscal de hoje.

Enquanto isso, o Ministério da Fazenda estima um déficit primário do governo central de aproximadamente R$ 59 bilhões para 2026. Diante de um quadro de inflação alta, crescimento baixo, juros em elevação e dívida explosiva, a atuação do governo federal tem sido no mínimo omissa — quando não ativamente prejudicial. Faltam medidas concretas de contenção de gastos, sobra retórica. A economia brasileira pede sobriedade, responsabilidade e planejamento. Mas, pelo visto, o Planalto continua apostando no improviso.

Por: João Bosco


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