Buscar

CUIDADO COM AS DESINFORMAÇÕES NA GUERRA ENTRE BOLSONARO E SÉRGIO MORO

Atualizado: Abr 27


Foram três dias de muito "diz que me disse", muita Fake News, e muita bomba quer pode prejudicar ainda mais a economia da nação brasileira.

Bolsonaro demite nove ministros em menos de dois anos de governo, um número considerável altíssimo, para um mandato que não chegou a dois anos. Qual seria a credibilidade de investimentos internacionais para as incertezas do governo. Num momento, seus ministros são de primeiro escalão, noutra hora, seus pupilos são incompetentes e desmoralizados pelo governo. Foi uma semana em que o coronavírus deixou de ser protagonista.

Bolsonaro demite Henrique Mandetta, e na semana seguinte foi a vez de armar para o Ministro Sérgio Moro pedir demissão.

Moro afirmou que o presidente queria um nome que pudesse "ligar, colher informações e relatórios, o que não é permitido na Polícia Federal".

Juristas das áreas de Direito Constitucional e Criminal disseram em Brasília que Bolsonaro pode responder a, pelo menos, cinco crimes devido à acusação de interferência na Polícia Federal, de responsabilidade, advocacia administrativa, falsidade ideológica, obstrução de investigação e prevaricação.

Tentando se defender das acusações de Sérgio Moro, o presidente, mais que depressa, foi a TV em cadeia Nacional e acusou moro pesadamente: "Falou que eu poderia trocar o Valeixo depois de novembro, quando o indicasse (Moro) para o Supremo Tribunal Federal (quando Celso de Mello atinge a idade limite para a aposentadoria compulsória). Mas não é por aí. É desmoralizante ouvir isso. Mais ainda exterminar", disse Bolsonaro. Não entendemos qual a surpresa de Bolsonaro em tudo isso, pois se foi ele que revelou em 2019, que indicaria Moro para o Supremo Tribunal Federal, tão logo vencesse o tempo do decano Celso de Mello.

Têm-se a clara ideia de que não se pode falar outra língua no Planalto se não for a do presidente. Se por um lado ele prega que a democracia brasileira é sólida, sendo um dos grandes trunfos brasileiros, já não se pode dizer o mesmo no Palácio.

Após a exoneração de Maurício Valeixo, diretor da Polícia Federal, contra a vontade de Moro, as bolsas despencaram e o dólar disparou. Como não se chegou a um nome de consenso entre o presidente e o ministro, Moro se sentiu desconfortável e, deu adeus ao governo. "Ficou claro que haveria uma interferência na Polícia Federal. Eu falei isso para o presidente, ele disse que seria mesmo. Foi citado o nome de um delegado que passou mais tempo no Congresso do que na Polícia Federal", o diretor da ABIN", afirmou Moro.

As pitadas externas começaram logo cedo, Fernando Henrique Cardoso, disse: "Bolsonaro está cavando sua própria fossa". "Que renuncie antes de ser renunciado".

A política brasileira ao invés de evoluir, está retrocedendo. Anteriormente, os insatisfeitos do poder aniquilavam seus opositores até a morte. Hoje, a caneta azul é a mais temida por todos, numa resolução que nem mesmo Bolsonaro sabe onde vai chegar! Com ele não tem diálogo, não tem ponderação e muito menos escrúpulo. Não sabe lavar roupa em casa e as histórias mais delirantes e absurdas da presidência soam negativamente para um país do tamanho do Brasil, para um povo que quer uma política sem corrupção. Cogita-se em Brasília que Bolsonaro, para obter apoio no Congresso, irá voltar a velha política, negociar cargos no seu governo, contradizendo todo o princípio de governo sem corrupção. Caso seja verdade, o Brasil voltou a estaca zero...


35 3221-0556      Varginha - MG
O Debate - 2020 © Todos os direitos reservados