CIRO GOMES RECUSA CONVITE DO PSDB PARA PRESIDÊNCIA E CONFIRMA CANDIDATURA AO GOVERNO DO CEARÁ
- 11 de mai.
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O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, recusou o convite feito pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo próprio político, que optou por manter sua pré-candidatura ao governo do estado do Ceará. Segundo Ciro, o anúncio oficial de sua candidatura ao Palácio da Abolição deve ser feito nos próximos dias, encerrando qualquer especulação sobre uma possível candidatura à presidência da república.

O convite do PSDB foi interpretado por analistas políticos como uma tentativa de unir forças de oposição em torno de um nome viável para enfrentar o atual cenário eleitoral. No entanto, Ciro Gomes avaliou que sua base política e seu projeto de governo estão mais consolidados no Ceará, estado onde governou entre 1991 e 1994 e onde mantém alta popularidade. A recusa foi comunicada diretamente a Aécio Neves nos últimos dias, e ambos teriam acordado manter a interlocução para articulações futuras, sem desgaste público.

Pesquisas recentes de intenção de voto para o governo cearense colocam Ciro Gomes na dianteira da corrida eleitoral. O nome do tucano aparece à frente de pré-candidatos de outras siglas, o que reforça sua decisão de disputar o cargo em vez de migrar para a corrida presidencial. Ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional nos governos Itamar Franco e Lula, respectivamente, Ciro já foi governador do Ceará por duas ocasiões — sua gestão à frente do estado é lembrada por indicadores de desenvolvimento e modernização administrativa, sendo considerada por especialistas uma das melhores da época.

Apesar de ter se lançado à Presidência da República em quatro oportunidades — por duas vezes pelo PPS (atual Cidadania) e duas vezes pelo PDT — Ciro Gomes jamais conseguiu avançar ao segundo turno. Na última eleição presidencial, ele concorreu pelo PDT. Com a decisão de focar na disputa estadual, o político cearense aposta em sua experiência administrativa e no reconhecimento do eleitorado local para retornar ao cargo que lhe rendeu projeção nacional, deixando para 2030, possivelmente, uma nova tentativa ao Planalto.
Por: João Bosco










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