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CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO: DIAGNÓSTICO PRECOCE E PREVENÇÃO SALVAM VIDAS

27 de jul.
2 min de leitura

Os cânceres que afetam a região da cabeça e pescoço representam um grupo de tumores malignos que podem surgir em estruturas fundamentais para a respiração, alimentação e comunicação, como boca, língua, faringe, laringe, cavidade nasal, glândulas salivares e tireoide. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esses tipos de neoplasia correspondem a cerca de 5% de todos os casos de câncer no Brasil, com maior incidência entre homens acima de 40 anos, especialmente aqueles com histórico de tabagismo e etilismo. O grande desafio, segundo especialistas, é que muitos pacientes chegam ao diagnóstico em estágios avançados, quando as opções terapêuticas se tornam mais agressivas e as taxas de cura diminuem consideravelmente.

A detecção precoce é apontada como o fator mais determinante para o sucesso do tratamento. Quando identificados nos estágios iniciais, os tumores de cabeça e pescoço têm chances de cura que podem ultrapassar 80%, dependendo da localização e do tipo histológico. Por isso, profissionais da saúde reforçam a importância de consultas regulares com dentistas e otorrinolaringologistas, que podem identificar lesões suspeitas ainda assintomáticas. Além disso, exames como a videolaringoscopia e a biópsia de lesões orais são ferramentas essenciais para um diagnóstico preciso, permitindo que o paciente seja encaminhado rapidamente para oncologistas e equipes multidisciplinares.

A prevenção, no entanto, continua sendo a estratégia mais eficaz e acessível. Sete medidas simples podem reduzir drasticamente o risco de desenvolvimento da doença: abandonar o cigarro e derivados do tabaco, reduzir ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas, manter rigorosa higiene bucal, usar preservativo inclusive no sexo oral (já que o HPV é um fator de risco relevante), proteger os lábios e o rosto contra a exposição solar excessiva, aderir à vacinação contra o HPV conforme o calendário do SUS e adotar uma rotina de alimentação equilibrada e atividade física. A vacina, disponível para meninos e meninas na faixa etária indicada pelo Ministério da Saúde, tem se mostrado capaz de prevenir infecções por subtipos do vírus associados a cânceres de orofaringe, ampliando o espectro de proteção para além do colo do útero.

Diante desse cenário, a orientação dos órgãos de saúde é clara: qualquer sinal persistente, como feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, rouquidão por mais de três semanas, dificuldade ou dor para engolir, aparecimento de caroços ou nódulos no pescoço, alterações na fala ou perda de peso inexplicada, deve ser imediatamente avaliado por um profissional em uma Unidade Básica de Saúde. Ignorar esses sintomas pode significar a diferença entre um tratamento simples e um processo longo e invasivo, que pode incluir cirurgias extensas, radioterapia e quimioterapia. Cuidar da saúde hoje, com prevenção e vigilância, é, sem dúvida, o melhor investimento para garantir qualidade de vida e bem-estar no futuro.

Por: João Bosco

Fonte: Secom/PMV

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