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AS PESSOAS ESTÃO BRINCANDO COM A MORTE E O COVID-19 RETORNA COMO UM TSUNAMI


Foi só as estatísticas mostrarem uma queda de infectados e morte no Brasil e no mundo, que as pessoas acharam que o Covid-19 estava sob controle. Os médicos alertaram para um retorno muito pior quando no começo da pandemia.

Em Goiás, um advogado perdeu a irmã, o pai e a mãe em menos de 20 dias, e não pode ir ao velório porque também está infectado.

Tão logo as autoridades flexibilizaram os horários comerciais, as aberturas de bares e restaurantes, o povo foi arrumando uma festa aqui e outra ali, e as mortes no Brasil já voltaram a casa de mais de mil mortos diários.

Agora, estamos diante das festas natalinas e da virada do ano, as perspectivas de infecção após as festas são altas, os quadros de infecção e morte no Brasil deve subir como se passasse um tsunami por aqui. As pessoas estão brincando com a morte, onde o vírus não avisa com antecedência e nem manda recado, quando se infecta, só os dias, à frente, irão responder sobre o destino de cada um. O Brasil tem uma média de infecção de 47.439 pessoas diárias, muito maior que no começo da pandemia. O Brasil deverá chegar a 200 mil mortos rapidamente, se o povo não tomar consciência da real situação.

As vacinas estão chegando no país, mas ninguém sabe qual será o caminho e a eficácia delas, pois, pelo mundo, elas ainda são uma incerteza total. Por isso, a Anvisa tem demorado para liberá-las no Brasil.


O advogado Luiz Rafael Rebouças descreveu assim a perda de três pessoas da família em menos de vinte dias: “Sobre a dor, não dá nem para mensurar o que nós sentimos, a perda de três pessoas que amamos muito de forma tão trágica e repentina. O espaço de tempo foi muito curto”, disse.


Na foto ao lado, o pai, a mãe e a irmã de Luiz Rafael. Ele, a esposa e a filha, também estão contaminados

“Temos que nos precaver, nos cuidar, seguir as orientações das autoridades competentes para que não venhamos a ser atingidos por essa calamidade. Quando você está vendo as pessoas enfrentarem esse problema, você acha que é algo comum. Quando você passa por isso, você passa a entender a real seriedade das coisas”, afirmou.

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