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ARMÍNIO FRAGA EX-PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DIZ QUE TEME IRRESPONSABILIDADE FISCAL NO GOVERNO PT


Armínio Fraga foi presidente do Banco Central entre 1999 e 2002, e diz temer irresponsabilidade fiscal no governo de Lula.

Ele (Armínio), foi apoiador de Lula nas eleições, mas está de olho nas indicações das pessoas que irão compor os cargos de primeiro escalão no governo eleito.

"Eu apoiei a candidatura do presidente [eleito] Lula. Foi um apoio, no meu caso, sem qualquer condicionalidade. Eu votei e não me arrependo, mas agora estou com medo. Vários sinais já foram dados. Não dá para dizer que seja uma conclusão definitiva do que vem por aí, mas os sinais incluem vários comentários negativos sobre responsabilidade fiscal, que apontam para políticas de um estilo mais intervencionista. O todo é bem preocupante", disse Fraga em entrevista ao Brazil Journal.

Fraga fez duras críticas a PEC do Estouro, que está para ser votata no próximo dia 20, no Congresso Nacional. " O Brasil está implantando um "megaproblema" do ponto de vista econômico.

"Estamos seguindo um caminho macroeconômico extremamente perigoso. Essa PEC desse tamanho, do ponto de vista macroeconômico, é um absurdo. Entendo as demandas, são todas legítimas. Mas isso precisa ser resolvido de uma maneira tal que a economia se sinta em paz para investir no futuro, para crescer. Se não tiver isso, não vai dar certo", afirmou.

"Não dá para aprovar essa PEC de R$ 200 bilhões na prática. Os objetivos são legítimos e são metas importantes para qualquer governo de nome. Eles podem e devem ser atingidos, mas não de uma tacada só. Esse é um objetivo para quatro ou oito anos. A PEC deveria ser de R$ 50 bilhões, no máximo. A situação fiscal é extremamente precária, e estamos dando um sinal que vai na contramão do equilíbrio fiscal", completou Fraga.

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