ABATE CLANDESTINO DE CARNE NO SUL DE MINAS LEVA APREENSÃO DE 800 KG DO PRODUTO E GERA ALERTA
- 6 de fev.
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A Vigilância Sanitária de Campo Belo (MG), em operação conjunta com a Polícia Militar de Minas Gerais, apreendeu 800 quilos de carne prontos para comercialização irregular na zona rural de Campo Belo. A ação, realizada na última semana, revelou uma operação de abate e processamento totalmente clandestina, sem qualquer tipo de inspeção ou controle sanitário. De acordo com os agentes, há fortes indícios de que a carne seja proveniente de equídeos, como cavalos e jumentos, destinada ao comércio local. A descoberta acende um alerta sobre a amplitude e os riscos do comércio ilegal de proteína animal na região.

O cenário encontrado pelas autoridades foi descrito como insalubre e de alto risco para a saúde pública. No local, foram identificados restos de animais, incluindo cabeças, carcaças e vísceras, descartados de forma inadequada e ao ar livre, o que atrai vetores de doenças e contamina o ambiente. A ausência total de condições higiênicas mínimas para o abate e o processamento transforma o produto em um veículo potencial para a transmissão de zoonoses graves, como a salmonelose e a leptospirose, além do risco de contaminação por substâncias químicas e resíduos de medicamentos veterinários proibidos.

O responsável pelo estabelecimento clandestino foi identificado, mas encontrava-se foragido no momento da operação. As autoridades emitiram mandado de busca e apreensão contra o indivíduo, que responderá criminalmente por uma série de infrações. As penas pelos crimes de maus-tratos aos animais, exercício ilegal de atividade de abate, violação das normas de inspeção sanitária e crime contra as relações de consumo podem, somadas, ultrapassar os dez anos de reclusão, conforme o Código Penal e a legislação sanitária federal.

Esta não é a primeira grande apreensão do gênero na região recentemente. Dias antes, a mesma Vigilância Sanitária havia apreendido mais de 200 quilos de linguiça de origem clandestina em um supermercado de Pouso Alegre. A repetição e a magnitude das apreensões indicam que o comércio ilegal pode ser mais estruturado do que se supunha. As autoridades sanitárias reforçam o apelo à população para que compre produtos de origem animal apenas em estabelecimentos licenciados e que exijam o selo de inspeção oficial (federal, estadual ou municipal), única garantia de que o alimento passou por todos os controles de segurança necessários.
Por: João Bosco
Fotos: Polícia Militar de Meio Ambiente









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